Théo Mariano
Goiânia – Ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Rincón obteve na última semana habeas corpus parcial do Supremo Tribunal Federal, que anulou as determinações da Justiça Federal de Goiás e reconheceu a incopetência da juízo sobre o caso que envolve a Operação Cash Delivery. "Tinha segurança de que justiça seria feita", disse Rincón em entrevista exclusiva ao jornal A Redação nesta terça-feira (3/5). Rincón falou ao AR após entrevista coletiva realizada para tratar sobre o desenrolar da ação.
Durante a entrevista coletiva, Rincón afirmou ter feito voto de silêncio para não se pronunciar ao longo das investigações, mas destacou que sempre teve "a segurança de que seria inocentado". Além disso, tanto o acusado quanto os advogados de defesa citaram que a movimentação do Ministério Público adotou "tom político", justificando que procuradores envolvidos "traziam informações nas redes sociais sobre o processo e escolheram datas próximas às eleições para tomar providências cabíveis à investigação".
"Eu nunca aceitei e engoli o que fizeram comigo e com o ex-governador Marconi Perillo [PSDB], para tentar acabar com sua carreira gigante", relatou Rincón. O ex-governador tucano foi citado pelo ex-presidente da Agetop porque na Operação Cash Delivery também foi um dos investigados. Um dos desdobramentos, inclusive, foi a derrota de Marconi nas eleições de 2018 – quando liderava pesquisas para o Senado Federal. "Se não tivessem feito o que fizeram com Marconi, ele seria o candidato natural à Presidência da República pelo PSDB", acrescentou o ex-presidente da Agetop.
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