A Redação
Goiânia – A quantidade de cooperativas de transporte cresceu quase 50% entre 2010 e 2020 em Goiás, segundo dados do Sistema OCB/GO. O número de unidades passou de 35 para 51 no período de dez anos. Para se ter uma ideia, entre 2019 e 2020 houve ainda acréscimo de uma nova cooperativa de transporte em Goiás e o total de ativos do segmento mais do que dobrou, de R$ 25,6 milhões para R$ 57,1 milhões.
Este ramo do cooperativismo goiano, no entanto, foi um dos mais impactados nos últimos dois anos pela pandemia da covid-19. A receita bruta das cooperativas de transporte em Goiás sofreu redução de 30% em 2020, primeiro ano da pandemia, para R$ 116 milhões.
Também houve queda significativa no número de cooperados: eram 4,5 mil em 2010 e 3,8 mil em 2020, principalmente por conta dos efeitos da crise sanitária em várias atividades neste ramo em 2020, que afetou fortemente as cooperativas de transporte escolar.
Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a retomada no segundo semestre do ano passado de praticamente todas as atividades econômicas, como as aulas presenciais na rede ensino pública e privada de Goiás, a expectativa é de forte recuperação no ramo das cooperativas de transportes.
O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, ressalta que as cooperativas que se dedicam ao transporte escolar e de passageiros (táxis) sofreram o maior impacto com a pandemia. “Tivemos que fazer ações emergenciais, de caráter assistencial, para ajudá-los, pois o ensino e o trabalho presenciais foram interrompidos e as pessoas passaram a realizar suas atividades em casa”, lembra.
Já as cooperativas de transporte de cargas, segundo o dirigente, viveram uma situação diferente em razão da produção agropecuária, evitando impactos diretos nos serviços dessa natureza. “Esse segmento teve uma recuperação rápida e foi fundamental para garantir o abastecimento durante a pandemia”, frisa.
Um segmento no ramo transportes que se beneficiou da pandemia foi o de delivery. O diretor administrativo da Cooperativa dos Condutores de Motocicletas do Estado de Goiás (Coopmego), Rubens Dias dos Santos, avalia que diante da necessidade de distanciamento social, as pessoas puderam constatar que o custo/benefício do serviço de entregas de produtos, principalmente de gêneros de primeira necessidade, como comida, remédios e bebidas, é positivo.
“Durante a pandemia, não paramos, assumimos o risco, mantivemos as entregas e as pessoas perceberam as vantagens desse serviço”, afirma. A cooperativa viu o seu número de cooperados saltar de 260 para quase 390 nos últimos dois anos e os clientes fixos subiram cerca de 28%”, comemora.