A Redação
Goiânia – A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap-GO) prendeu preventivamente na segunda-feira (18/4), em Goiânia, um auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás suspeito de corrupção.
Segundo a polícia, o investigado, no exercício das funções fiscalizatórias, solicitou o pagamento de quantias em dinheiro para um contribuinte prometendo destruir um termo de apreensão lavrado pelo transporte de um lote de gado.
As investigações da Operação Fake Fine apontam que o próprio termo de apreensão foi lavrado por motivos inidôneos, após a inclusão de informações falsas pelo servidor da Receita no documento.
Além do mandado de prisão, o homem de 46 anos, que não teve o nome revelado, foi alvo de mandado de busca e apreensão e de afastamento cautelar de função pública expedidos pela Vara Criminal de Urutaí, município localizado a 168 km de Goiânia, onde teriam ocorrido os crimes.
A polícia apreendeu aparelhos eletrônicos e documentos relacionados aos supostos delitos. As investigações continuam em busca de outros atos de corrupção, além de outros possíveis participantes. O auditor fiscal deve responder por corrupção passiva e falsidade ideológica.
Em nota, a direção do Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Sindifisco-GO) disse que a situação "não é uma prática entre os integrantes da categoria". "O Sindifisco entende que a todo crime é devida sua punição, caso seja comprovado, mas, neste caso em especial, reforça que por conta do histórico de saúde, este profissional deveria ter sido afastado ou ter tido acompanhamento psicológico para exercer suas funções", escreveu o sindicato.
Confira a íntegra da nota do Sindifisco-GO
A direção do Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Sindifisco-GO) tomou conhecimento da acusação de corrupção passiva e falsidade ideológica envolvendo um auditor fiscal da Secretaria de Economia e afirma que esta não é uma prática entre os integrantes da categoria.
A entidade sindical, bem como a Secretaria de Economia já tinham conhecimento que o referido servidor sofria de dependência ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tal fato já vinha acarretando em diversos problemas na vida pessoal e no desempenho profissional, culminando em advertências por parte da Secretaria e, na data de ontem, na prisão do Auditor-Fiscal sob acusação de corrupção passiva e falsidade ideológica.
O Sindifisco entende que a todo crime é devida sua punição, caso seja comprovado, mas, neste caso em especial, reforça que por conta do histórico de saúde, este profissional deveria ter sido afastado ou ter tido acompanhamento psicológico para exercer suas funções.
O Sindicato segue acompanhando os desdobramentos do caso e à disposição das autoridades.
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