A Redação
Goiânia – A Prefeitura de Goiânia garantiu, na sexta-feira (1º/4), o reajuste de 10,16% para professores da rede municipal de Educação e também prometeu garantias acima do piso salarial aos servidores. Mesmo com a proposta, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) decidiu, em assembleia realizada na segunda-feira (4/4), pela continuidade da greve na rede municipal de ensino da capital, que já dura 21 dias.
De acordo com a gestão municipal, o
percentual apresentado leva em consideração a capacidade orçamentária de Goiânia e foi igual ao reajuste proposto pelo Governo de Goiás aos professores. No cenário estadual, o Sintego aprovou o reajuste de 10,16%. Mas, na capital, a entidade insiste na continuidade do movimento grevista, mesmo após dois anos de prejuízos educacionais incalculáveis provocados pela pandemia de covid-19, e pela ausência de crianças e adolescentes em salas de aula.
Pacote de benefícios
No pacote de benefícios apresentado à categoria durante as negociações, a Prefeitura de Goiânia propôs um aumento de 50% no auxílio locomoção dos professores e um novo reajuste de 10,16% na gratificação de regência de todos os professores que estão em sala de aula.
A proposta apresentada, segundo a SME, inclui também um reajuste de 9,32% nos vencimentos dos servidores administrativos e a criação do vale locomoção no valor de R$ 250 para esse grupo de profissionais.
Com todos esses benefícios, a gestão municipal garante que cumprirá integralmente o piso nacional atualizado em 2022 pelo Governo Federal, que atualmente é de R$ 3.846,66 para 40 horas semanais de trabalho.
A greve chega ao impasse porque, de acordo com fontes do Paço Municipal, qualquer reajuste acima do índice proposto (10,16%), o mesmo estabelecido pelo Governo do Estado, inevitavelmente a prefeitura vai afetar o limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) quanto aos gastos com folha de pagamento dos servidores, considerando ativos e inativos.
A radicalização do movimento grevista, e a tendência à politização, neste sentido, continuará a prejudicar alunos e suas famílias, em especial as mães que precisam trabalhar, e não têm onde deixar os filhos.
Justificativa Sintego
De acordo com o Sintego, durante a assembleia realizada na segunda-feira (4/4) os servidores administrativos e professores votaram contra as propostas oferecidas pela Prefeitura de Goiânia. Com isso, a decisão foi continuar com a greve na rede municipal de Educação da capital goiana.
"Quem tem direito de decidir é a Assembleia e por isso nós continuamos. A greve continua por tempo indeterminado. É preciso respeitar os trabalhadores do município de Goiânia. O Sintego e os servidores seguem em busca de melhores propostas", destacou o sindicato.