A Redação
Goiânia – O programa Goiânia Sempre Rosa, da Prefeitura de Goiânia, que foi criado durante as ações em virtude do Outubro Rosa, em 2021, prevê ações permanentes de prevenção ao câncer de mama. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) capacita 871 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para que possam, durante visitas domiciliares, orientar mulheres e identificar possíveis casos de câncer de mama.
Profissionais deverão questionar sobre histórico de câncer na família, percepção de sintomas, e encaminhar mulheres a atendimento médico, caso identifiquem chance de doença.
“Os agentes comunitários são o elo entre a comunidade e as equipes do Programa Saúde da Família, nas unidades. Ninguém melhor do que eles para construir esse caminho de acesso das mulheres à saúde, principalmente na identificação precoce de casos de câncer de mama, aumentando, assim, as chances de cura”, ressalta o secretário municipal de Saúde, Durval Pedroso.
“Criamos um programa de governo que prevê ações específicas o ano todo. Estamos construindo caminhos para que as informações, serviços de diagnóstico e tratamento cheguem às mulheres que precisam do SUS”, destaca o prefeito Rogério Cruz.
Treinamento
O treinamento dos ACS, realizado pela ginecologista, obstetra e mastologista Rosemar Macedo, ocorreu há duas semanas. Os agentes das regiões Noroeste e Oeste foram os primeiros a receber as instruções. Nesta sexta-feira (1º/4), será a vez dos agentes da Região Sudoeste. Objetivo é que todos os 871 agentes passem pelo processo.
“Um dos pontos repassados aos agentes é o fato de que eles devem ficar atentos em relação àquela mulher que precisa ser encaminhada para uma consulta de enfermagem ou médica, ou um exame de mamografia. Ou seja, aquela mulher que relata câncer de mama em familiares próximos, ou que detectou um nódulo, ou algo diferente na mama”, ressalta a secretária-executiva interina da SMS e superintendente de Gestão de Redes de Atenção à Saúde, Cynara Mathias.
Os agentes também estimulam autocuidado das mulheres, como prática de atividade física, alimentação mais saudável, aleitamento materno, e demais condutas que são consideradas protetoras contra o câncer de mama. “Esse é um processo de educação continuada, que visa capacitar todas as pessoas que trabalham com equipes de saúde da família, fortalecendo, assim, a atenção primária e, consequentemente, a atenção secundária, que envolve a parte de exames e hospitais; ou seja, criamos uma rede de atenção e cuidados com a mulher”, observa Durval Pedroso.