João Unes e Théo Mariano
Goiânia – A Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) realizou nesta segunda-feira (14/3) uma palestra presencial, na sede da entidade, em Goiânia, com o senador Vanderlan Cardoso (PSD). A proposta era esclarecer as principais mudanças relacionadas ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). A negociação foi feita com o Banco Central, conforme explicou o presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi, após uma alta inesperada da taxa Selic. "Marcelo Baiocchi foi fundamental para sucesso do acordo", disse o senador Vanderlan Cardoso.

Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio-GO, ao lado do senador Vanderlan Cardoso (PSD). (Foto: Silvio Simões)
Em entrevista coletiva na sede da Fecomércio-GO, em Goiânia, Baiocchi detalhou que, caso não houvesse qualquer alteração do FCO, muitos negócios poderiam fechar no Estado. "Os empresários praticamente tiveram suas parcelas dobradas em valores", disse o presidente da Federação. A ideia da apresentação desta segunda-feira (14) era apresentar "a vitória" do setor privado e também "agradecer pelo desempenho" do senador Vanderlan Cardoso nas negociações, conforme relatou Marcelo Baiocchi. "A orientação agora é conseguir fazer com que nossas empresas sejam bem administradas para manter o fluxo financeiro positivo", disse o presidente.
Para Leopoldo Veiga Jardim, diretor regional do Sesc e do Senac Goiás, o diálogo "permanente" do senador Vanderlan Cardoso com o setor empresarial é "muito importante e trem trazido conquistas para facilitar o acesso aos recursos, o que tem sido importante para ajudar no impulsionamento da economia goiana". "Essa discussão, independente do cenário internacional de dificuldade, é necessária. O Estado de Goiás precisa dar continuidade aos seus projetos. O impacto da guerra virá, sem sombra de dúvidas, mas a expectativa é de que o impacto seja reduzido com ações como essa que foi discutida aqui hoje."
Mudanças aprovadas
No último dia 8, o Conselho Nacional Monetário (CNM) do Banco Central aprovou a nova metodologia para cálculo de taxas de juros que incidem sobre o FCO. Com a mudança, ficam estabelecidos dois tipos de taxas de juros para a contratação de financiamento por meio do fundo: uma pré-fixada e outra pós-fixada – essa alteração permite que o índice fique congelado durante a operação.
Para calcular os juros, a base será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) médio dos últimos 12 meses anteriores ao acordo firmado. O novo formato aceita, inclusive, portabilidade das contratações feitas desde 2018, período no qual foi adotada a última regra vigente. No entanto, o período para alteração vai até 31 de dezembro deste ano. As alterações foram viabilizadas por meio de projeto de lei que envolveu diversos Estados, além das participações de representantes do setor privado e também do Poder Legislativo nas negociações.