Catherine Moraes
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta segunda-feira (30/7), mandado de condução coercitiva expedido pela Justiça Federal em desfavor de Andressa Alves Mendonça, atual companheira de Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlos Cachoeira, bem como mandado de busca e apreensão em sua residência. Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Mark Ishida Brandão.
Após prestar depoimento ao delegado Raul Alexandre Marques, Andressa deixou a sede da PF, por volta das 12h15, acompanhada dos advogados. Momentos antes, outro advogado saiu da sede da PF de posse da bolsa de Andressa.
Para deixar a sede da PF, Andressa se comprometeu a pagar fiança de R$ 100 mil. Ela terá prazo de três dias para fazer o depósito da fiança. Andressa também não poderá mais manter contato com nenhum dos réus do caso Cachoeira, incluindo o companheiro.
Segundo o delegado, o juiz Alderico Rocha Santos comunicou que Andressa foi ao seu gabinete, na última quinta-feira (26/7), quando teria proposto propina. O policial não informou se a proposta foi em dinheiro ou em troca de favores.
Segundo a PF, o juiz Alderico Rocha também será chamado para depor. Caso entenda que houve tenativa de propina, a justiça federal pode transformar a medida de condução coercitiva em prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Federal, a conduta de Andressa amolda-se, em princípio, ao contido no art. 333 do Código Penal, que trata do crime de corrupção ativa.
Os policiais federais chegaram à residência de Andressa por volta das 7 horas. Segundo o delegado que conduziu a operação, ela estava dormindo e foi acordada por uma empregada da casa após a chegada dos agentes. Ela teria chorado bastante e inicialmente alegou que estava sendo perseguida, mas depois de uma conversa com os agentes federais, resolveu colaborar. Foram apreendidos no local dois computadores, um iPad e documentos escritos à mão.