Augusto Diniz
Goiânia – O mundo foi tomado pela emoção na segunda-feira (28/6). Que todos, ou quase todo ser humano, aguardam o dia esperado de tomar as duas doses da vacina contra a covid-19 não é novidade para ninguém. Mas a esperança de superar a pandemia ganhou um contorno de agradecimento ontem na quadra principal do Torneio de Wimbledon, na Inglaterra, uma das mais importantes competições do circuito mundial de tênis.
Era a partida de abertura, entre os tenistas Novak Djokovic e Jack Draper. O sérvio venceu por 3 sets a 1, parciais de 4 a 6, 6 a 1, 6 a 2 e 6 a 6 a 2. Mas a protagonista era outra estrela.
O locutor da arena anunciou a presença da líder da pesquisa de desenvolvimento do imunizante em parceria da Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, Sarah Gilbert. A reação do público é imediata: palmas incontidas por mais de um minuto.
O público de tênis costuma ser uma plateia que não faz muito barulho. E nem pode para não atrapalhar a disputa da partida. Mas a ocasição exigia uma quebra de protocolo mais do que necessária.
É difícil não se emocionar quando lembramos que 514.202 brasileiros partiram em decorrência da covid-19, família que dilacera famílias, amizades, ambientes de trabalho e impede a vida de seguir sua rotina habitual como nos acostumamos ao longo dos anos.
A reação do público em Wimbledon é proporcional à esperança por viver. E o agradecimento pelo desenvolvimento da vacina é mais do que merecido.
Veja o momento dos aplausos à cientista Sarah Gilbert: