Théo Mariano
Goiânia – Atual presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo anunciou nesta terça-feira (1º/6), por meio das redes sociais, a exclusão do acervo da fundação obras sobre o escritor e guerrilheiro comunista Carlos Marighella. O trabalho, nomeado pelo próprio Camargo como "faxina", tem o objetivo de limpar os arquivos do "eivado marxismo".
"Seguiremos até que não reste obra de glorificação do Che Guevara e apologia de pedofilia. Nosso compromisso é com a Cultura, não com o Comunismo", escreveu em tweet, carregado com prints de uma publicação feita por Marco Frenette, apontado como responsável pela limpeza dos armários da Fundação Palmares.
No perfil @sergiodireita1, do presidente da Fundação Palmares, que estampa na biografia ser "negro de direita, antivitimista, inimigo do politicamente correto, livre", não é difícil encontrar publicações contrárias às obras que citam Marighella. Um tweet, por exemplo, foi feito nesta terça-feira (1º/6): "Marighella e seu colega Che Guevara, o racista, serão EXCLUÍDOS do acervo, junto com inúmeros livros comunistas que contrariam a missão institucional da Fundação Palmares."
Na página da estrutura organizacional da Fundação Palmares constam três pilares da atuação desta instituição: “Comprometimento com o combate ao racismo, a promoção da igualdade, a valorização, difusão e preservação da cultura negra”; “Cidadania no exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas da população negra em suas manifestações culturais”; e, por fim, “Diversidade no reconhecimento e respeito às identidades culturais do povo brasileiro”.