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Jean Douliez e as missões culturais belgas no Brasil (1946 e 1949)

06.04.2021 - 10:47:24
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Como aludido na última postagem*, Jean François Douliez (Hasselt, Bélgica, 16/03/1903-Bruxelas, 09/10/1987) é considerado um dos músicos mais importantes da História da Música de Goiás. Sabe-se que esse artista belga residiu e atuou profissionalmente em Goiânia, entre os anos de 1954 e 1965. 

Jean Douliez (1903-1987): Alguns dados biográficos – Da formação musical e intelectual na Bélgica
 

Muitos de seus contemporâneos no Brasil, com os quais já tive o privilégio de conversar ou mesmo entrevistar, são unânimes em afirmar que Jean Douliez executava, em alto nível, pelo menos três instrumentos: piano, violoncelo e violino. Além disso, era regente, arranjador e um excelente compositor. 
 
Seu legado como cofundador do Conservatório Goiano de Música e como um dos ícones da música orquestral em Goiânia, nas décadas de 1950 e 1960, ainda pode ser notado nos dias de hoje. Basta mencionar a importância da atual Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (EMAC/UFG) e o respeito conquistado, desde então, pelas orquestras (sinfônica, filarmônica e Jovem) no cenário cultural brasileiro.

 

Jean Douliez (1903-1987)
 

É curioso observar em sua biografia o fato de que Jean Douliez esteve no Brasil em outras oportunidades, antes de fixar residência em Goiânia (a partir de 1954). Nesse diapasão, sabe-se que, na condição de violinista, Douliez fez uma turnê pela América do Sul (Brasil, Uruguai e Argentina), em 1926. E, mais tarde, na década de 1940, esteve envolvido em três missões culturais organizadas pelo governo da Bélgica em solo tupiniquim: as duas primeiras em 1946 e a terceira em 1949. Por limitações de espaço nessa página, os dados biográficos registrados a seguir, distribuídos a partir do próximo tópico, são referentes, exclusivamente, a esse período.
 
Cumpre dizer que alguns autores já se incumbiram de escrever sobre a trajetória de Jean Douliez na cidade de Goiânia. Nesta senda, destacam-se, por exemplo, os pesquisadores Braz Wilson Pompeu de Pina Filho, Maria Helena Jayme Borges, Ana Guiomar Rêgo Souza e sua orientanda Amanda Kelly Dias Pereira.

Entretanto, um trabalho, em especial, guiou a elaboração da sequência do texto abaixo. Trata-se de A Presença de Jean François Douliez na Música em Goiás (arquivo em pdf), uma Dissertação de Mestrado elaborada pela pesquisadora Marcia Terezinha Brunatto Bittencourt, defendida junto à EMAC/UFG, em 2008, sob a orientação da professora Dra. Glacy Antunes de Oliveira.

 
A partir daqui o conteúdo do presente texto nesta Coluna busca, de forma intencional, oferecer uma síntese da biografia de Jean François Douliez – apresentada pela pesquisadora Marcia Bittencourt no primeiro capítulo de sua Dissertação de Mestrado (páginas 7 a 24) – referente ao período mencionado.

A primeira visita de Jean Douliez ao Brasil (1926)
 
Conforme atesta Marcia Bittencourt (2008, p. 09), em 1923, logo após sua diplomação no Conservatório de Música Real Flamengo de Antuérpia, Jean Douliez, “foi selecionado para atuar como segundo violino na Orquestra da Ópera Francesa”. Neste corpo artístico, no decorrer dos anos seguintes, tocou sob a regência de alguns dos mais importantes maestros europeus, tais como: Arturo Toscanini (1867-1957), Ígor Strawinsky (1882-1971), Erich Kleiber (1890-1956), Karl Elmendorff (1891-1962) e Fritz Lehmann (1904-1956).
 
Ademais, teve o privilégio de acompanhar solistas do calibre dos violinistas Eugène Ysaÿe (1858-1931), Fritz Kreisler (1875-1962), Jacques Thibaud (1880-1953) e Jascha Heifetz (1901-1987); do pianista Alexander Brailowsky (1896-1976) e também dos violoncelistas Pablo Casals (1876-1973) e Arthur Rubinstein (1887-1982). 
 
De 1924 a 1926, o violinista Jean Douliez realizou duas grandes turnês. A primeira delas, pelas principais cidades alemãs. Já a segunda foi pela América do Sul, quando visitou, na sequência: o Brasil, o Uruguai e a Argentina.
 
Como registrado no texto “Jean Douliez (1903-1987): Alguns dados biográficos” (publicado em 05/04/2021), ao chegar na então Capital Federal, logo Jean François Douliez (1903-1987) encontrou-se com o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959). Inclusive, os dois artistas chegaram até a tocar juntos em um dos cinemas da Cidade Maravilhosa.
 
É bem provável que Jean Douliez e Villa Lobos tenham mantido algum tipo de contato nos anos seguintes. Em relação a isso, sem oferecer maiores detalhes, Marcia Bittencourt menciona pelo menos mais um encontro dos dois músicos, em meados dos anos 1940, em solo francês. Contudo, uma convivência mais próxima ocorreria somente a partir de 1946, quando o músico belga participou de três missões artísticas no Brasil, todas patrocinadas pelo governo belga.
 
* Para saber mais sobre a formação musical e carreira profissional do músico Jean François Douliez até o ano de 1946, leia a “Jean Douliez (1903-1987): Alguns dados biográficos”.

 

A segunda visita de Douliez ao Brasil: Primeira “Missão Cultural” belga (1946).
 
Jean Douliez retornou ao Brasil em 1946, como um dos integrantes da chamada “Missão Cultural no Brasil”, patrocinada pelo governo belga. Sabe-se que a indicação do nome de Douliez para participar de tal empreitada partiu do Prefeito da cidade de Antuérpia, Senhor Camilo Huysmans, indicação esta que foi dirigida ao Ministério da Instrução Pública da Bélgica.
 
Marcia Bittencourt apresenta em sua Dissertação de Mestrado um documento chamado “Ordre de Mission” (p. 12), datado de 14 de fevereiro de 1946, o qual notifica que a predita missão cultural teria início a partir do dia 15 de março daquele mesmo ano, “pour une durée de six mois”. Sendo assim, é possível que Jean Douliez tenha descido do navio Capitaine Parret (Companhia Marítima Belga) em solo sul-americano, em fins de março ou início de abril de 1946. Depreende-se ainda deste comprovativo a menção à seguinte profissão de Douliez: “Compositeur de musique et chef d´orchestre”.
 
De acordo com o próprio músico Jean Douliez, conforme citação de Bittencourt (p. 13), quando o navio aportou na Cidade Maravilhosa, era perceptível o espírito carnavalesco dos cariocas. Dentre outros comentários citados por essa autora, registra-se a afirmação do músico belga sobre o Rio de Janeiro: “A cidade mais bonita do mundo” (p. 13).
 
Esta primeira “Missão Cultural no Brasil”, da qual Jean Douliez fez parte, tinha dois objetivos principais: divulgar a música produzida na Bélgica e estudar a música brasileira. Reproduzindo os motivos elencados no documento original, temos: “Voyage de propagande pour la musique belge, et étude de la musique brésilienne” (p. 12).
 
De início, coube à equipe belga a preparação de uma exposição de pinturas e esculturas de alguns de seus conterrâneos. Paralelamente à mostra, ocorreram concertos de renomados músicos daquele país europeu em teatros e em programas de rádio no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil.
 
Fundamentado nas pesquisas de Bittencourt (p. 13), é possível dizer que, em 1946, as atividades de Jean Douliez durante aquela primeira “Missão Cultural” em solo brasileiro tiveram total apoio das autoridades governamentais brasileiras. Desta forma, ao que tudo indica, houve esforços de Villa-Lobos no sentido de colocar à disposição do músico europeu boa parte da estrutura do Ministério da Cultura: Museu de Belas Artes, Rádio Nacional, Orquestra Sinfônica Brasileira etc., bem como os diretores desses organismos.
 
Dois dos músicos que auxiliaram Jean Douliez durante a supradita primeira “Missão Cultural” foram os maestros José Siqueira e Eleazar de Carvalho. Tempos depois, em 1978, o artista belga deixou escrito algumas palavras acerca das dificuldades enfrentadas em solo brasileiro, no início de 1946. Nas palavras de Marcia Bittencourt,
 
“Mais tarde, Douliez registrou ter apreciado a frase dos brasileiros que dizem sempre:
‘Vamos dar um jeito – no Brasil no fim tudo dá certo’”.
(Douliez, 1978, apud Bittencourt, 2008, p. 13).
 
A terceira viagem de Douliez ao Brasil: Segunda “Missão Cultural” belga.
 
Ainda no ano de 1946, uma segunda missão cultural foi confiada a Jean Douliez, mais uma vez em atendimento à “convocação” do Senhor Camillo Huysmans, “agora Ministro da Cultura da Bélgica”. 
 
OBSERVAÇÃO: Suponho não existirem informações suficientes para precisar as datas da realização/duração desta segunda “Missão Cultural Belga”, empreendida em solo brasileiro pela comitiva belga. 
 
Seja como for, usando as palavras de Marcia Bittencourt (2008, p. 13), a ideia do governo belga era dar “continuidade a uma das tarefas de sua primeira viagem em missão cultural diplomática ao Brasil, que era estabelecer correspondência jornalística entre o Brasil e a Bélgica”. Para tanto, complementa a pesquisadora: “Douliez teve que fazer um curso, que se constituiu na primeira experiência do Maestro na área do jornalismo”.
 
Nesta segunda excursão, depois de atravessar o Atlântico, Jean Douliez desceu do Mar del Plata (navio belga) novamente na cidade do Rio de Janeiro. Todavia, devido ao caráter dessa nova empreitada, Douliez visitou também as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Araxá e Bocaiúva.

 

A quarta viagem ao Brasil: Terceira “Missão Cultural” belga (1949).
 
Em 1949, o Ministro Camilo Huysmans encaminhou uma carta de recomendação em favor de Jean Douliez ao secretário privado da Rainha Elizabeth da Bélgica (1876-1965). Em decorrência dessa solicitação, o então prestigiado músico belga veio outra vez ao Brasil. O embarque para o Rio de Janeiro ocorreu em outubro daquele mesmo ano. Mas, nessa oportunidade, a nova tarefa diplomática seria executada inicialmente, na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais.

O recomeço da carreira profissional de Douliez
 

Encerrados os seus compromissos concernentes à terceira Missão Artística belga em solo brasileiro, Jean Douliez tomou a decisão de se distanciar das atividades diplomáticas e fixar residência na capital mineira. Assim, morando em Belo Horizonte, recomeçou a sua vida profissional. 
 
Desse período, a investigadora Marcia Bittencourt recolheu documentação comprobatória que atesta algumas das principais atividades musicais realizadas por Jean Douliez a partir de 1949, na Capital das Minas Gerais.

  1. “Fundou [em 1949] e foi professor da Escola de Formação Musical do Departamento de Instrução da Polícia Militar de Minas Gerais” (DIPM). Segundo Marcia Bittencourt, uma das preocupações dessa entidade era propiciar aos filhos de militares o aprendizado musical. Entretanto, posteriormente, as salas de aula de Música foram abertas para todos os garotos que desejassem aprender música. Data de 10/12/1950 a primeira apresentação pública dos alunos de música do DIPM. Pelos seus esforços nesta tarefa, Douliez foi homenageado com o grau de Major Honorário da Polícia Militar de Minas Gerais;
     
  2. “Fundou [em 1949] e regeu a Orquestra Sinfônica e Coro Orfeônico da Polícia Militar de Minas Gerais”;
     
  3. Regeu, por diversas vezes, a Orquestra Sinfônica de Belo Horizonte;
     
  4. Dirigiu a Orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte;
     
  5. Foi Diretor do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos;
     
  6. Atuou como professor e Conselheiro Musical do Colégio Imaculada Conceição, deixando sua contribuição para três unidades: Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro;
     
  7. Tornou-se membro da Academia Belo-Horizontina de Letras;
     
  8. Exerceu atividade de compositor. Como exemplo, pode-se citar a Ave Maria em Mib Maior, datada de 04/12/1950, escrita para mezzo-soprano e dedicada à talentosa cantora goiana Honorina (Honorica) Barra.
 
Maestro Jean Douliez e alunos da Escola de Formação Musical da PM de MG
(1949 ou década de 1950)
Fonte: Tese As influências do Maestro Sebastião Vianna no cenário
musical erudito de Belo Horizonte
(2013).

 


 

Jean Douliez e Juscelino Kubitschek
 
Ao expor a trajetória de Jean Douliez em Minas Gerais, não se pode deixar de abordar a sua amizade com Juscelino Kubitschek (1902-1976). É pertinente expor, antes de mais nada, que essa aproximação adveio quando JK ainda era Capitão-Médico da Corporação Militar de Minas Gerais; ou seja, antes que este político mineiro se tornasse Governador daquele Estado, em 1951, e Presidente da República, em 1954.
 
No entanto, no entendimento de Marcia Bittencourt, em razão da referenciada amizade, Juscelino Kubitschek “colocou-se à disposição do Maestro para auxiliá-lo e apresentá-lo junto às autoridades” (p. 15), na intenção de facilitar o caminho que acabou por permitir a sequência exitosa da carreira profissional de Jean Douliez no Brasil.

 

A opção por Goiânia
 
No início de 1954, Jean Douliez foi contactado pelos fundadores da Escola Goiana de Belas Artes (EGBA) – professores Luiz Augusto do Carmo Curado, Frei Nazareno Confaloni e Henning Gustav Ritter -, que solicitaram sua colaboração para a execução de um ambicioso projeto em Goiânia. Tratava-se da criação de um Departamento de Música (depois: Instituto de Música) vinculado àquela instituição. Na realidade, a indicação partiu do escultor Gustav Ritter, o qual havia conhecido o músico belga na cidade de Araxá.
 
Ao comunicar sua decisão ao amigo Juscelino Kubitschek, segundo Marcia Bittencourt, Jean Douliez ouviu um conselho: que o Maestro “analisasse bem os prós e contras de uma mudança tão radical, uma vez que os contras eram maiores do que os prós” (p. 18). O fato é que Douliez aceitou esse novo desafio e mudou-se para Goiânia, ainda em 1954.

Acompanhem, nas próximas Colunas, a continuação dessa história.
 


"Belganland Marche" (M Jean Douliez)
From the SS Belganland Red Star Line C 1925

 

Provided to YouTube by The Orchard Enterprises
Red Star Line Belgenland March · The Royal Symphonic Band of the Belgian Guides ·
Jean Douliez · Yves Segers
Belgian Marches Vol. 5

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por Othaniel Alcântara

*Othaniel Alcântara é professor de Música da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisador integrado ao CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical), vinculado à Universidade Nova de Lisboa. othaniel.alcantara@gmail.com

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