Goiânia –
Nos dias 6 e 10 de fevereiro, serão feitas cirurgias até aqui inéditas em Goiás. Duas pessoas de intersexo serão submetidas a procedimentos de correção de genitália ambígua no Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG). A equipe médica conta com a coordenadora do Ambulatório de Intersexualidade da unidade, Margareth Giglio e Eliane Ribeiro, também médica do HGG, e de dois outros médicos que atuarão de forma voluntária, Marcelo Soares e João Lino Franco.De acordo com a assessoria, o hospital já presta serviço a pessoas de intersexo, nas quais há discordâncias entre algum dos fatores determinantes do sexo. "Não havia nenhum serviço específico para o atendimento destes pacientes e, desde que eles começaram a surgir no HGG, muitas vezes encaminhados aos ambulatórios de especialidades, foi criado o Ambulatório de Intersexualidade, a partir da estruturação da equipe multidisciplinar para o atendimento da transexualidade", explica Margareth Giglio.
Atualmente, o ambulatório recebe pacientes encaminhados da rede básica de todo o estado, sempre às sextas-feiras. Giglio afirma que o atendimento exige equipe multiprofissional, com endocrinologista, ginecologista, cirurgiões, psicólogos, entre outros. No momento, segundo o hospital, há 15 pacientes nesse ambulatório, com quatro deles aguardando por cirurgia para correção de genitália ambígua.
“Nem sempre é possível total correção apenas em um procedimento cirúrgico. Muitos necessitam de vários procedimentos, até se obter uma genitália externa funcional", conta. Também não são todas as pessoas intersexo que necessitam realizar procedimentos cirúrgicos. Dos pacientes atendidos atualmente pelo HGG, dois iniciaram esse tipo de procedimentos. De acordo com a assessoria do hospital, em um deles foi realizada a remoção do ovário ou dos testículos, chamada de gonadectomia, e em outro foi feito o remodelamento da região clitoriana, ou clitoroplastia.