Jéssica Torres
Goiânia – A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na segunda-feira (9/11), uma operação que investiga suposto esquema de superfaturamento e desvio de verbas públicas na contratação de Organizações Sociais (OSs) na Saúde Municipal de Aparecida de Goiânia. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida.
Segundo a corporação, a investigação apura um provável direcionamento na contratação envolvendo um hospital municipal de Aparecida, uma OS e um laboratório. Entre os investigados estão três empresas, as duas secretarias e seis pessoas pelos crimes de peculato e associação criminosa.
Os mandados foram cumpridos em uma OS, nas residências dos sócios e ex-sócios da organização social e do laboratório. As buscas também foram feitas na sede da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal da Fazenda de Aparecida de Goiânia.
Durante a operação Falso Positivo, os policiais apreenderam processos públicos administrativos, contratos, notas fiscais, prestações de contas, aparelhos de telefones celulares, notebooks e computadores. Todo o material será agora submetido a exames periciais.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a investigação prossegue no sentido de analisar o material probatório apreendido, a fim de comprovar a materialidade dos delitos investigados e atribuir as respectivas responsabilidades aos autores envolvidos.
Em nota,
as secretarias da Fazenda e da Saúde de Aparecida de Goiânia afirmam que estão colaborando com as investigações e "tem total interesse nos esclarecimentos dos fatos apresentados pela Polícia Civil". Segundo a SMS de Aparecida ainda, a contratação de serviços para o Hospital Municipal de Aparecida é realizado pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospital (IBGH), que foi contratado por chamamento público.
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O contrato de gestão com o IBGH é fiscalizado conforme a legislação e que até agora não se identificou nenhum procedimento ilegal. As secretarias reiteram o compromisso com a transparência dos atos públicos", finalizam o texto.