A Redação
Goiânia – Apesar de muito se falar do auto autoexame das mamas como uma forma de prevenção ao câncer de mama, existe também a possibilidade de usar a genética para prevenir e tratar a doença. É o que aponta a geneticista, pesquisadora do Laboratório de Citogenética Humana e Genética Molecular (LaGene) da Secretaria Estadual de Saúde, Thaís Cidália.
De acordo com a especialista, esse método é ainda pouco discutido na sociedade. “Com o aconselhamento genético é possível avaliar os riscos de ocorrência e de recorrência da doença na família e assim, muito precocemente, prevenir e fazer intervenções que evitem o tumor”, destaca.
Thaís avalia diz que o estudo genético é uma das formas mais segura e precoce de prevenção. “A genética possibilita ainda individualizar o tratamento”, explica.
Indicação
“Se uma criança tem histórico de câncer na família, por exemplo, é possível fazer o exame genético dela e descobrir o grau de risco de desenvolver o tumor”, afirma. Se for alto, a especialista informa que é possível iniciar ainda na infância terapias e introdução de um estilo de vida que possa evitar a doença. “Estudos científicos mostram que a intervenção precoce pode evitar a doença e melhora ainda a qualidade de vida do paciente e de sua família”,diz.
Thaís Cidália lembra que, em casos mais graves, o estudo genético aponta para a necessidade de uma intervenção precoce mais urgente e extrema. Nestes casos, ocorre a retirada das mamas muito antes de qualquer sinal da doença.
Dados
Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde, a estimativa deste ano da incidência de câncer de mama no Brasil é de 66.280 novos casos para cada ano do triênio 2020-2022.