A Redação
Goiânia – Goiás ocupa a terceira posição em ranking de taxa de mortalidade por intervenções policiais no Brasil em 2019. Os dados foram divulgados neste domingo (18/10) no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
A taxa no Estado chegou a 7,6 por 100 mil habitantes. Amapá e Rio de Janeiro ocupam as primeiras posições, respectivamente. No Amapá, a taxa de mortalidade provocada por intervenções policiais chegou a 14,3 por 100 mil habitantes. O Rio de Janeiro atingiu 10,5 óbitos por cada 100 mil habitantes.
Segundo o anuário, em 2019 o país atingiu o maior número de mortes em decorrência de intervenções policiais desde que o indicador passou a ser monitorado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2013. No entanto, o levantamento também mostra que em alguns estados o índice é baixo.
“Verifica-se, por estes dados, que em vários estados o uso da força letal pelas polícias é fenômeno raro, com taxas baixíssimas de mortalidade, como as verificadas no Distrito Federal (0,3 por 100 mil), Minas Gerais (0,5 por 100 mil), Paraíba (0,6 por 100 mil), Pernambuco e Espírito Santo (0,8 por 100 mil), todas abaixo da média nacional, que é de 3 para cada 100 mil habitantes", diz o documento.
Pandemia
Segundo os dados do anuário, no primeiro semestre de 2020 as mortes provocadas por intervenções policiais cresceram 6% em números absolutos, vitimando 3.181 pessoas. No primeiro semestre de 2019, o número era de 3.002 vítimas.
Perfil
A maioria das vítimas são do sexo masculino. A análise dos dados do ano de 2019 indicou que 99,2% dos mortos eram homens e apenas 0,8% mulheres. Do total de vítimas, 23,5% tinham entre 15 e 19 anos quando foram mortos, 31,2% estavam na faixa etária entre 20 e 24 anos e 19,1% tinham entre 25 e 29 anos. Ao todo, 74,3% das vítimas de intervenções policiais eram jovens de no máximo 29 anos. No que tange à raça/cor, 79,1% das vítimas de intervenções policiais que resultaram em morte eram pretas e pardas.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelo Tesouro Nacional, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública.
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