A Redação
Goiânia – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17/9) a Operação Adikia, visando combater fraude no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo informações, o crime envolve valores que deveriam ser destinados a construção de casas habitacionais em Teresina (PI).
A investigação identificou que um então advogado e principal investigado (atualmente com suas inscrições na Ordem dos Advogados de Goiás e São Paulo canceladas) ingressou com ação judicial, utilizando-se de uma falsa representação e, com argumentos fictícios e fraudulentos, obteve a transferência de R$ 5 mihões para uma conta judicial em Corumbá de Goiás. Posteriormente, foram transferidos para a conta bancária dele, sendo os valores pulverizados, a partir de então, para diversas outras contas.
Ao todo, 60 policiais federais dão cumprimento a 15 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Anápolis, sendo 14 mandados de busca e apreensão e um de prisão, além de mandados de sequestro de imóvel em condomínio de luxo e veículos automotores, avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões.
Goiânia, Itumbiara e Anápolis estão entre as cidades alvos das buscas. O mandado de prisão é cumprido em Goiânia. Entre os bens sequestrados na operação estão uma casa de luxo em um condomínio fechado, avaliada em R$ 1,2 milhões, uma chácara em Aparecida de Goiânia, três caminhões e uma BMW.
A polícia ainda busca a identificação de outros possíveis autores e partícipes que colaboraram com o crime principal, bem como com o destino dado aos recursos públicos ilicitamente apossados.
O nome de operação faz alusão à personificação da injustiça, representada na mitologia grega por uma Deusa.