A Redação
Goiânia – O Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), em Goiânia, fechou o primeiro semestre deste ano com um crescimento de 20% na realização de transplantes de rim e de fígado. O balanço foi divulado nesta semana.
A unidade de saúde do Governo de Goiás, gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), deu continuidade ao serviço de transplante, que foi implantado no hospital em 2017 (renal) e 2018 (hepático). Segundo o diretor-técnico do HGG, Durval Pedroso, a manutenção do serviço de transplantes foi mantida baseada na Nota Técnica Nº34/2020, emitida pela Coordenação Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.
“Mesmo com a pandemia da Covid-19, o HGG conseguiu manter o fluxo normal de transplantes sem interrupções durante esse período em que vários centros transplantadores do país não conseguiram manter o serviço. Isso se deu porque temos uma boa estrutura física, profissionais bem preparados e tivemos a orientação da SES para garantir atendimentos essenciais, nos mantendo apenas como hospital de retaguarda no enfrentamento do novo coronavírus”, pontua.
Para que o serviço de transplantes pudesse ser mantido, Durval explica que desde o anúncio da propagação da transmissão comunitária do novo coronavírus, a gestão do HGG tomou todas as medidas voltadas para a admissão de pacientes. “Existe um sistema de triagem para admissão de pacientes, no qual os mesmos são avaliados e submetidos a tomografias de tórax e a exames laboratoriais. Diante da mínima suspeita, são isolados respiratoriamente até que se tenha um diagnóstico”. Segundo ele, os pacientes fortemente suspeitos não são atendidos no HGG, e sim, encaminhados às unidades dedicadas ao atendimento de Covid-19.
Entre as medidas de segurança adotadas pelo HGG, para segurança nos procedimentos foi a suspensão de coleta de órgãos realizada por doadores vivos, uma vez que, assim, há uma dupla exposição, tanto do doador, como do receptor. “Nós achamos melhor aguardar um contexto de menor índice de contaminação regional para voltar a submeter os pacientes às doações intervivos. U vez que esse rim já tem dono certo, a medida de postergar o transplante pode evitar essa exposição”, afirma o médico.
Durval chama atenção que no caso do doador falecido, a situação muda. “Já no caso do doador cadáver, se você não fizer o transplante, haverá perda do órgão, então, o procedimento é plenamente justificável, desde que em comum acordo com o receptor, e com todas as medidas de prevenção e contaminação tomadas”, frisa.