A Redação
Goiânia – Anápolis vai sediar o maior Centro de Excelência de Tecnologia Ferroviária da América Latina. A área que abrigará o Centro foi vistoriado nesta sexta-feira (21/8) pelo governador Ronaldo Caiado. Os investimentos devem chegar a R$ 60 bilhões em 30 anos. A obra e resultado de parceria entre Governo de Goiás, responsável pela execução da obra, e Ministério da Infraestrutura (Minfra).
“É algo inédito o que está sendo construído aqui e será indiscutivelmente um grande polo. Vamos promover a integração com aquilo que nós já temos, que são rodovias e ferrovias federais, o porto seco e toda uma infraestrutura local no Estado, que é o coração do País”, declarou Caiado.
O Centro de Excelência será implantado no Centro de Convenções de Anápolis, local que recebeu a visita técnica do governador, acompanhado pelo secretário Nacional de Transportes Terrestres do Minfra, Marcelo da Costa Vieira, e pelo secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima. “Queremos, até o final do ano, estarmos bem avançados aqui, para podermos transformá-lo em um centro de referência, fechando [o projeto] com chave de ouro”, completou Caiado
Considerado pelo governador um marco para a cidade de Anápolis, o Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária contará com recursos das concessionárias de ferrovias no Brasil, depositados em um fundo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A expectativa é de que entre R$ 10 milhões a R$ 20 milhões do fundo sejam investidos na sua implantação e manutenção com o objetivo de atender todas as concessionárias do Brasil, como a Rumo e a Vale do Rio Doce.
Caiado frisou que a ideia vai ao encontro da proposta do presidente Jair Bolsonaro de priorizar as ferrovias como meio de transporte no País, um modelo que estava parado há mais de 30 anos. “Esse é o maior presente que o presidente, junto com o ministro Tarcísio e o Governo de Goiás, dará à cidade de Anápolis. Já presenteamos com a licitação da ferrovia Norte-Sul e também com a duplicação da rodovia BR-153, de Anápolis até Porangatu”, citou.