A ideia aqui não é falar sobre a nova forma de consumir, que envolve interação on-line, atendimento personalizado e soluções que facilitem a vida do cliente (como o delivery e drive-thru). Essas soluções já deveriam ter sido implantadas no Brasil há bastante tempo. Estamos atrasados nesse sentido. O que quero trazer para discussão é o planejamento econômico de curto, médio e longo prazo – questão que muitas vezes não faz parte da rotina do empresário nacional.
Para a economia brasileira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3%. Já o governo federal fala em um recuo de 4,7%. Nos dois cenários, a perspectiva é bastante negativa. Brasileiros investidores da B3, que viram a bolsa de valores bater 100 mil pontos no ano passado, experimentaram queda de 29,90% da Ibovespa no mês de março, chegando a 73,019 pontos. No acumulado do ano até abril, a queda é de 30,31%. O que para uns foi prejuízo, para outros esta foi uma grande oportunidade de se tornar acionista de empresas com perspectivas de grande alta e o melhor, a preços bastante vantajosos.
As crises existem e mais cedo ou mais tarde vão chegar. Não adianta fechar os olhos para isso, pelo contrário: quem antecipa problemas consegue traçar as melhores soluções para encará-los de frente. Se você sabe que a economia tem altos e baixos, por que não se organizar para períodos mais difíceis? São posicionamentos estratégicos que fazem do seu negócio sólido ou vulnerável.
Para empresas familiares, que de acordo com o IBGE e o Sebrae representam mais de 90% do total de empresas no Brasil, uma boa alternativa pode ser as trusts. Quando criado, o interessado transfere seus bens para o trust, que encaminha a administração deles para um administrador de confiança. É neste momento que são definidas as regras que a instituição deverá cumprir em relação aos bens. São determinados, ainda, os beneficiários. A entidade é livre de impostos e caso não haja acordo quanto à financeira, é possível trocá-la. Por oferecerem proteção, segurança e privacidade, são atraentes e economicamente mais vantajosas.
As familiares são responsáveis por cerca de 65% do PIB brasileiro e empregam 75% dos trabalhadores nacionais, ainda assim, pesquisas mostram que 70% delas não da geração do fundador e 5% conseguem chegar à terceira geração.