Yuri Lopes
Goiânia – Na tardicional live realizada pelo Facebook, o presidente Jair Bolsonaro reclamou, nesta quinta-feira (9/7), da suspensão de contas que propagavam discurso de ódio e publicavam informações mentirosas na rede social e que estavam ligadas aos políticos da família Bolsonaro.
Durante a transmissão, Bolsonaro disse que o Facebook agiu politicamente e que não considera que há conteúdo de ódio nas páginas fechadas pela empresa por descumprir os termos e condições da rede social.
"É lamentável o que está acontecendo. Nós não podemos perder a nossa liberdade. Isso me elegeu presidente da República. Desafio a mostrar uma postagem de ódio", reclamou o presidente.
Em comunicado onde justificou a suspensão das contas no Facebook e no Instagram (que foi adquirido pelo Facebook em 2012), a empresa alega que as contas apresentavam “comportamento inautêntico coordenador no Brasil desde 2018. Isso significa que grupos de páginas ou pessoas atuaram juntas para enganar os outros sobre quem eles são ou sobre o que estão fazendo”. Ainda segundo o Facebook, algumas páginas apresentavam conteúdo de apoio ou crítica como se fosse jornalístico, mas não era.
A alegação de perseguição política aos Bolsonaros não se sustenta, já que a operação de remoção de redes de desinformação feita pelo Facebook foi realizada em outros países como Estados Unidos, Ucrânia, Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador, Chile e El Salvador.