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Biomedicina em tempos de pandemia

02.07.2020 - 14:03:00
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Infelizmente vivemos um momento atípico marcado por restrições, quarentena, isolamento, e em alguns lugares com até toque de recolher, que nos assusta cada dia mais. Essa mudança sistemática na rotina dos brasileiros dá-se por uma ameaça ‘invisível’, a Covid-19, que tem feito tantas vítimas, infectadas e fatais.
 
Essa pandemia do Coronavírus causou uma verdadeira corrida contra a morte, mobilizando organismos internacionais e toda comunidade científica na busca por respostas sobre a prevenção, transmissão e o tratamento. Dessa forma, surgem os novos ‘heróis’ do século 21, os profissionais da área de Saúde que incansavelmente combatem diariamente na linha de frente salvando vidas e mantendo, na população mundial, a esperança pelo fim da pandemia.
 
Dentre os integrantes desses ‘heróis’ da vida real, a maioria da população passa a se familiarizar com o profissional biomédico, que tem se destacado cada vez mais por ter a capacidade de estudar e conhecer a fundo essa nova ameaça. O biomédico é capaz de se integrar com os demais profissionais da área, com competência para a promoção de saúde e prevenção de doenças, para execução técnica dos ensaios, interpretação, análise crítica dos resultados e gestão dos serviços laboratoriais, se tornando essencial!
 
No Brasil a Biomedicina apesar de ser uma área relativamente nova perto de todas existentes, tem um papel fundamental no combate à pandemia de Coronavírus. Vale destacarmos nesse momento, a atuação do biomédico em análises clínicas, realizando o diagnóstico molecular (PCR) e o sorológico (imunocromatografia) para o SARS-CoV-2 em laboratórios de urgência e de saúde pública de todo o país; no diagnóstico por imagem, realizando Tomografia Computadorizada, Raios-X e Ressonância Magnética nos pacientes com Covid-19; na Vigilância Epidemiológica, uma vez que, com os resultados dos exames emitidos, é possível traçar curvas de projeção epidemiológica para que medidas de prevenção e controle possam ser traçadas.
 
A Biomedicina também atua no mapeamento do genoma, para ajudar a entender sobre a disseminação do vírus, suas mutações e, consequentemente, colabora no desenvolvimento de testes de diagnósticose atua ativamente no desenvolvimento de possíveis vacinas preventivas e/ou terapêuticas, sem se esquecer da pesquisa científica, investigando o genoma do vírus em busca de respostas sobre as características biológicas e genéticas que permitam o combate a essa emergência mundial.
 
Por exemplo, a sequência do genoma viral do coronavirus, com apenas dois dias do primeiro caso no Brasil, teve como responsáveis pelo seu mapeamento profissionais biomédicas.
 
O profissional biomédico possui 30 habilitações devidamente estabelecidas e regulamentadas pelo Conselho Federal de Biomedicina, garantindo sua atuação em 37 diferentes áreas, ou seja, ainda mais amplo.
 
Todos os profissionais estão engajados para atuar nesse cenário. E nesse momento, podemos afirmar que ser biomédico significa mais do que nunca possuir um vasto conhecimento, que capacita o profissional a lidar com endemias, epidemias e pandemias. Enfim, seja nas bancadas realizando os exames diagnósticos do Coronavírus, seja na gestão, seja na pesquisa científica de novos fármacos e vacinas ou sobre o genoma do vírus, a atuação do biomédico tem sido essencial para lidar com essa emergência na saúde pública mundial.
 
Ressalto a importância e evidente destaque dos biomédicos nas frentes públicas de combate à Covid-19, em caráter emergencial ou por tempo indeterminado, como indispensável recurso humano para a saúde pública brasileira neste momento.
 
Estou convicto e seguro ao afirmar que a Biomedicina vence uma barreira, desbrava fronteiras do corpo humano e da ciência. A Biomedicina está inserida no dia a dia e na história das universidades, laboratórios, hospitais, bancos de sangue, clínicas, empresas, institutos de pesquisa e indústrias sempre pautada pela ética e pela compreensão da realidade social.
 
*Renato Pedreiro Miguel é  conselheiro do Conselho Federal de Biomedicina – CFBM
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por Renato Pedreiro Miguel

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