A Redação
Goiânia – A liminar do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) que suspendeu o decreto do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, que flexibilizava a abertura do comércio na capital nesta segunda-feira (22/6), gerou ainda mais prejuízos aos empresários, avalia a advogada Carla Zannini, especialista em Direito do Trabalho.
Carla Zannini, que representa estabelecimentos comerciais da capital, avalia que a liminar provocou uma insegurança jurídica, haja vista que o decreto foi resultado de um acordo que condicionou a abertura do comércio ao cumprimento de várias medidas. Muitas delas exigiram gastos. “Esse vai e vem cria um ambiente ainda mais inseguro para os comerciantes, que estão há mais de 90 dias parados”, observa a advogada.
Segundo Carla, a postergação da flexibilização representa um dano enorme para o empregador. “Todos têm sofrido, mas o empregador esperava ansiosamente o momento de abrir as portas, e, assim, evitar demissões. Com o decreto, eles convocaram os funcionários para voltarem ao trabalho, mas a liminar Tribunal de Justiça determinou que não podem mais abrir. É um prejuízo grande, porque o empresário fez toda uma logística.”
A advogada lembra que essa retomada é essencial para evitar a demissão em massa. “Como a MP 936 ainda não foi sancionado pelo presidente da República, as empresas não têm como manter os funcionários com o comércio fechado”, afirma Carla Zannini.