Yuri Lopes
Goiânia – A Operação Placebo, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26/5) e que investiga irregularidades na contratação de Organização Social para montagem de hospitais de campanha no Rio de Janeiro, foi adiantada pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) na segunda (25), durante entrevista à Rádio Gaúcha.
A PF cumpre mandado de busca na manhã desta terça no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio, Wilson Witzel.
Ao anunciar operação na véspera, Carla Zambelli entrega prova que faltava sobre interferência da Bolsonaro na PF. pic.twitter.com/OW0DqUksuF
— Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) May 26, 2020
“A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha para sair, mas não saiam. A gente deve ter, nos próximos meses, o que vamos chamar de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar, mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse a parlamentar na entrevista.
Questionamentos
O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) questionou como Zambelli teve acesso à informação sobre a investigação de governadores. "Ontem, à Rádio Gaúcha, Carla Zambelli anunciou que haveria operações da PF contra governadores. Hoje, a polícia está na casa de Witzel. Como uma deputada tem essas informações? Isso é mais uma prova da interferência. Era para isso que Bolsonaro queria trocar Valeixo?", postou Molon no Twitter.
“Não sei se é só ignorância ou tb certeza da impunidade, mas Zambelli confessou em entrevista que há interferência política na PF contra governadores e que tem informações sobre operações sigilosas. É grave e já passou da hora de ser responsabilizada pelas ilegalidades que comete.”, escreveu a deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS)