Yuri Lopes
Goiânia – Dois dias após negar que tenha citado a Polícia Federal durante reunião ministerial do dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta sexta-feira (15/5), que a menção que fez quando disse PF se referiu à segurança dele e da família.
Em coletiva à imprensa, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro confirmou que a transcrição da reunião que mostra a fala do presidente sobre PF está correta.
Repórter: “presidente, o senhor tinha dito que não havia citado Polícia Federal no vídeo, mas a transcrição traz a Polícia Federal”.
Bolsonaro: “tem a palavra PF, duas letras”.
Será que Bolsonaro se referiu a um Prato Feito? pic.twitter.com/n6K95wZeO9
— José Matheus Santos (@MatheusComunica) May 15, 2020
As declarações que provam que Bolsonaro citou a PF, ao contrário do que havia afirmado há dois dias, estão transcritas em documentos entregues nesta quinta (14) pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF), dentro da investigação sobre a suposta interferência de Bolsonaro na PF.
Durante a breve passagem pela área onde ficam os jornalistas, o presidente não explicou claramente o que tem a ver a PF com sua segurança familiar, já que esta função é do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
"Tá a palavra PF. Duas letras. Tem a ver com a Polícia Federal, mas é a reclamação da PF no tocante ao serviço de inteligência", respondeu o presidente, claramente irritado com os questionamentos da imprensa.
Em seguida, o próprio presidente reconhece que o papel de garantir a segurança dele e de sua família é do GSI.
"Uma reclamação minha… É palhaçada o que está fazendo. O que eu falei ali no tocante à segurança física. Está bem claro. Quem faz não é PF, nem Polícia Federal, é o GSI.", declarou Bolsonaro.