“Essa soma de fatores gerou um medo acentuado em investimentos de risco. A reação do mercado só não foi pior porque todos os países estão investindo alto volume de recursos para tentar atenuar os efeitos da pandemia. Esse esforço mundial permite mais confiança aos mercados para acreditar que haverá recuperação”, explica.
Furlanetti pontua que o mercado está super capitalizado, já que os Fundos estão com muito dinheiro em caixa para empregar e, certamente, esse investimento não será em setores que representam alto risco. Um fator positivo no Brasil é que os bancos estão todos sólidos e não há risco de quebra de nenhum deles.
“As empresas que estão na Bolsa de Valores no Brasil, em sua maioria, são consolidadas, o que permite em um futuro um panorama positivo. Com o juro muito baixo, passada a crise, haverá uma transformação no mercado, mas é importante que o Brasil continue fazendo as reformas, em especial na área de infraestrutura, para que o Brasil desenvolva um ambiente seguro para os investidores internacionais, que virão após a crise”, ressalta.
Segundo, o representante do Grupo Caramuru, Alberto Borges, a repercussão dessa crise tem sido diferente de acordo com cada setor econômico e, por isso, as saídas de cada área serão diferentes. “As políticas públicas precisam ser direcionadas considerando as dificuldades de cada segmento produtivo. Não existe uma receita que seja válida para todos. Uma coisa é certa, a maioria dos setores precisa de ajuda”, afirma. Ele pontua que no caso da Caramuru, as operações estão dentro da normalidade e atualmente a maior preocupação é preservar a saúde dos trabalhadores.
O representante da São Salvador Alimentos, José Garrote, revela que o segmento de vendas de aves para alimentação foi afetado, já que houve redução na comercialização com restaurantes. “Muitos parceiros estão sendo afetados pela crise e, por isso, a Super Frango vem fazendo um esforço para ajudar esses clientes”, explica.