Théo Mariano
Goiânia –
O líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou nesta quarta-feira (25/3) ao Jornal
A Redação que pretende articular a reaproximação entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro o mais rápido possível. “Vou trabalhar junto de outras forças políticas para reaproximar os dois”, disse. “O presidente Bolsonaro ajudou muito o estado de Goiás no ano passado e tem condições de ajudar mais”, avaliou o parlamentar, em tom apaziguador.
Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Gracinha Caiado e Major Vitor Hugo / (Foto: Reprodução)
Para o deputado federal, o desentendimento existe apenas na maneira como ambos enxergam as soluções para a pandemia do novo coronavírus. “É natural que, pela formação médica, o governador Caiado seja mais duro com medidas sanitárias e mais aberto a ações restritivas”, explica. “Já Bolsonaro se posiciona com preocupação mais ampla e olhando para a economia, mas sem descuidar da saúde.”
O sinal de afastamento entre Bolsonaro e Caiado surgiu após a veiculação, na noite desta terça-feira (24), do pronunciamento oficial do presidente sobre a pandemia do novo coronavírus. Em sua fala, Bolsonaro criticou ações de “alguns governadores e prefeitos” que adotaram medidas restritivas em relação ao isolamento social e definiu a covid-19 como “gripezinha” ou “resfriadinho”.
Em resposta, o governador de Goiás realizou coletiva nesta quarta (25) criticando o tom adotado por Bolsonaro durante seu pronunciamento. “Decisões do presidente da República, no que se diz respeito à área de saúde, não alcançam o Estado de Goiás. As decisões de Goiás serão tomadas por mim", garantiu Caiado.
Para o Major Vitor Hugo, o presidente está buscando “o equilíbrio das medidas [sanitárias e econômicas]”. “Acredito que a equipe econômica e sanitária do governo, junto com outros ministros, vão chegar na solução para essa crise. Vejo a fala de Bolsonaro no sentido de buscar solução equilibrada entre restrições sanitárias e medidas econômicas”, afirma.
Na manhã desta quarta (25), Jair Bolsonaro voltou a defender o isolamento social apenas para aquelas pessoas que estariam no grupo de risco em fala que contraria, inclusive, o posicionamento do Ministério da Saúde. As afirmações do presidente também são contrárias ao consenso da comunidade científica que pede o afastamento social como forma de conter o avanço do vírus.
No Brasil, até o último boletim oficial divulgado pelo Ministério da Sáude, os casos confimados já tinham superado a marca de 2 mil. O número total de mortes por coronavírus no país é 46.