A Redação
Goiânia – O Conselho Consultivo do Parque Estadual do Pirineus, que estava sem atividades há mais de sete anos, foi reativado nesta semana pelo governo de Goiás. A ação é uma das propostas do governador Ronaldo Caiado para reforçar a participação da sociedade nas decisões que envolvem as unidades de conservação ambiental do Estado e incrementar ações de preservação e uso sustentável dos locais.
A reunião foi comandada pelo chefe do parque, Antônio Augusto Müller de Oliveira, e teve a presença do gerente de Uso Público de Unidades de Conservação da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Eric Kolailat, e da Secretária Executiva do conselho, Adriana Oliveira, além de representantes de organizações não-governamentais, dos municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás, e da sociedade civil.
Segundo Müller, o conselho tem como prioridade, além das discussões relativas à administração da unidade de conservação, desenvolver um plano de ações voltadas para a preservação, a educação ambiental e o uso organizado do parque. “O conselho fará novos debates para definir questões relativas à visitação pública, a organização da visitação e formas de atrair mais visitantes de forma sustentável”, explica.
Uma das questões prioritárias do parque atualmente é o horário de visitação. O plano de manejo da unidade prevê o fim das atividades às 17h, mas a administração identifica uma demanda muito alta de pessoas no fim da tarde. “A visitação do fim da tarde é tradicional no Pico do Pirineus, com muitas pessoas que vêm para assistir ao pôr do sol. Então precisamos definir como se dará esta alteração”, afirma Müller.
A secretária Andréa Vulcanis afirmou que a reativação do conselho do Parque Estadual dos Pirineus simboliza uma política democrática de administração das unidades de conservação e da valorização dos espaços. “Os parques goianos não eram prioridade nas gestões do passado, estavam abandonados e com suas administrações sem prestígio. A ordem do governador Ronaldo Caiado foi de que a Semad concentrasse esforços para tornar estes espaços cada vez mais democráticos e construtivos”, aponta a titular da gestão ambiental.