Jales Naves
Especial para o AR
Goiânia – A experiência da pioneira e vitoriosa Cooperativa de Crédito dos Advogados goianos já rompeu fronteiras, com o surgimento de coirmãs em alguns Estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Amazonas. A ideia foi motivo de estudo por uma comissão especial do Conselho Federal das Ordem dos Advogados do Brasil para analisar sua viabilidade e estimular a criação de unidades nos estados.
Vice-presidente da Sicoob Credijur em 2013, o advogado Carlos Barta Simon Fonseca representou a instituição nesse grupo de trabalho da OAB. Um dos primeiros a ingressar na instituição financeira que começou a funcionar em 1998, conquistando a inscrição nº 69, foi conselheiro fiscal, participou do seu Conselho de Administração por 12 anos e em 2019 retornou ao colegiado gestor.
Graduado em Direito na turma de 1986 da Universidade Federal de Goiás, não conhecia o Cooperativismo de Crédito até ser convidado para ingressar na instituição e convocado para participar de suas atividades. Aceitou e gostou da experiência, que considera um grande aprendizado, de forma permanente. “Estamos sempre participando de cursos, treinamentos e debates a respeito, atualizando informações e técnicas, numa dinâmica envolvente e de grande importância, em todos os aspectos”, disse. Ressalta que é um trabalho de que todos gostam e acreditam, tornando a rotina um momento de agradável aprendizado e de conhecimento num mundo novo.
“É um crescimento progressivo e sólido, está enraizado e é sem volta”, afirmou, para enfatizar o trabalho do idealizador e presidente da instituição nesse período, Felicíssimo Sena. “Foi e é fundamental em todo o processo. Sem ele não existiria a Cooperativa”.
Mudança de comportamento
“Muita coisa mudou nesse período em que a Sicoob Credijur passou a fazer parte de nossa rotina”, destacou. “Antes, quem cuidava dos nossos recursos financeiros eram os bancos comerciais, que são muito lucrativos para eles próprios, nada mais”. “Era a eles que confiávamos nossas economias. Hoje já conhecemos essa dinâmica, fazemos discussões técnicas, compreendemos a movimentação financeira de uma forma mais clara e podemos orientar nossos cooperados”, frisou.
A interação, na verdade, começou quando Felicíssimo e Carlos Barta faziam parte também do Conselho Seccional da OAB/GO, e, por gostarem de cantar, decidiram levar adiante a vontade de gravar um “disco”. O desejo de soltar a voz fez com que reunissem alguns talentos da advocacia para a música e gravaram um CD, ‘Advogados Cantores’, em 2004, que repercutiu positivamente e originou um segundo, com 19 músicas, em 2006 e teve o apoio cultural da Credijur.
Tudo de forma improvisada, com a aparelhagem do maestro Luizinho Mugstones (Luiz Humberto). Cada um se apresentava, cantando a música escolhida; depois, o maestro levava a gravação para o estúdio, fazia os arranjos e os acertos musicais. A gravação final e a mixagem ficaram a cargo de Mugstones e Eduardo Moura; assistente de estúdio, Silvânia; e, design gráfico, Danuta Design. Ironicamente, lembra que não adianta procurar, as tiragens já se esgotaram.
A convivência na Cooperativa propiciou a união dos aficionados pelo ciclismo, que começaram a se reunir, entre 2004 e 2006, para longos percursos, às vezes de 50km dentro de Goiânia ou para cidades vizinhas, como Palmeiras de Goiás, Pires do Rio, Rio Verde, Vianópolis, Silvânia, Itapuranga e Ouvidor. Os ciclistas, em grupos de 12, 15 ou até 20, eram sempre recebidos por amigos.
“Valeu e vale a pena participar do Cooperativismo”, completou.