Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – Uma família que se dedicou à segurança pública. Assim se pode dizer de dois irmãos e de seus quatro filhos que atuam na área em São Paulo. Seguindo o exemplo do mais velho, Antônio Cândido Naves, 80 anos, que ingressou por concurso público na Polícia Civil na Capital paulista, onde fez carreira, mais cinco familiares seguiram seus passos e trabalham como investigadores.
Um deles, o irmão Coriolano Orlando Naves Filho, 77 anos, já aposentado, que atuou no setor de investigação em sua cidade natal, Barretos, SP, onde se destacou e era conhecido como Solano, faleceu na sexta-feira, dia 24.
O filho mais velho de Antônio Cândido, Coriolano Antônio de Souza Naves, é investigador, função que é exercida por dois filhos de Solano, Luiz Sérgio e Jorge Luiz. A caçula de Solano, Luciana, é agente de telecomunicação da Polícia Civil.
Antônio Cândido e Coriolano são filhos de Coriolano Orlando Naves e Antônia Bueno, já falecidos, que tiveram mais três filhos, todos nascidos em Barretos: Maria do Carmo, João Naves Damasceno e Maria Ângela. A avó materna, Clotildes de Abreu, era tia de José Gomes de Abreu, conhecido como Zequinha de Abreu, músico, compositor, instrumentista (tocava flauta, clarinete e requinta) e um dos maiores compositores de choros, sendo autor do famoso "Tico-Tico no Fubá", muito divulgado no exterior nos anos 40 por Carmen Miranda.
Polícia, política e APAE
Antônio Cândido nasceu em Barretos, no dia 1º de agosto de 1939, estudou na fazenda, ficou na roça até os 19 anos, quando se mudou para a Capital, para estudar. De início trabalhou na fábrica Silvânia, que produzia telas para TV, e o dono da pensão em que morou, um policial civil, incentivou-o a ingressar na profissão, dizendo que ganharia três vezes mais. Ele afirmou que foi a melhor opção que fez na vida, prestou concurso para delegado da Polícia Civil, passou e ficou na área por 22 anos, até se aposentar, em 2002. Atuou em diferentes regiões do Estado, fixando-se em Ituverava, SP, onde tentou voltar à atividade agrícola, plantando 60 alqueires de soja, mas uma tromba d’água, que acabou com a sua lavoura, fez com que desistisse.
Formou-se em Direito, aposentou-se, disputou em 2006 o mandato de Deputado Estadual pelo PSB, ficou na suplência, e passou a se dedicar mais à Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) de São Paulo, que presidiu, e reúne mais de 300 APAEs no Estado. Viúvo, casou-se com Maria Cecília Fayão e residem em Ribeirão Preto, SP.
O filho Coriolano Antônio, 55 anos, seguiu a sua trajetória: formou-se em 1996, pela Faculdade de Direito de Franca, SP, e ingressou na Polícia Civil, na função de investigador. Antes, trabalhou no Unibanco e no Bradesco e participou de uma sociedade com o irmão Maurício na Agronaves, de insumos agrícolas.