Logo

Novos rumos da arquitetura na era digital

WhatsAppFacebookLinkedInX
24.01.2020 - 17:09:31

A arquitetura é um segmento intrinsecamente ligado à evolução humana, passando a existir quando o ser humano (e suas espécies relacionadas) começou a construir abrigos para se proteger da natureza. Ao longo de milhares de anos, nossas necessidades básicas de proteção e moradia evoluíram para desejos mais sofisticados, passando a arquitetura a focar também na estética e bem-estar. 
 
Atualmente, no entanto, acompanhamos um novo capítulo dessa história: os novos rumos da arquitetura na era digital. No ano de 2019, Goiânia também se mostrou um ambiente fértil para inovações no segmento, em meio à relevantes notícias no ambiente nacional, como a venda da startup Decorati para a startup Loft, e o crescimento do projeto Housi, da construtora Vitacom.
 
As inovações geralmente surgem da busca de uma solução eficiente para alguma necessidade, como o que ocorreu com a arquiteta goiana Liana Araújo, que buscava uma forma de conciliar a maternidade ao seu trabalho. Para desenvolver as suas ideias, ela se inscreveu no programa de aceleração do Founder Institute Goiânia,onde aprofundou o estudo de mercado e a validação de suas ideias.
 
Inicialmente, Liana identificou que 70% dos clientes de projetos de arquitetura reclamavam do prazo de entrega e da qualidade do material. Investigando mais profundamente, ficou claro que um dos grandes desafios dos arquitetos ocorria na fase de “detalhamento” do projeto, parte demorada e que consiste em tarefas repetitivas. O problema é tamanho que, a cada 100 horas de trabalho, cerca de 87 horas são gastas com desenho técnico e confecção de maquetes 3D.
 
Assim surgiu a startup ArqColab, que objetiva auxiliar arquitetos na fase de detalhamento de projetos. Ao conectar profissionais ociosos com aqueles que estão no meio de um projeto, a startup libera os arquitetos para atividades mais criativas e melhor atendimento ao cliente. 
 
Exemplos como o da Liana nos lembram que, hoje, é impossível pensar em qualquer profissão ou segmento da economia sem observar a crescente influência das tecnologias. Apesar dos problemas e desafios que possam trazer, as inovações e tecnologias são inevitáveis e, como o tempo não falha em demonstrar, em breve passam a ser óbvios os benefícios à sociedade e à economia.
 
Falar em inovação se tornou um lugar comum e, com a quantidade de cases de sucesso e novidades que vemos todos os dias, pode parecer que o processo de criação de startups é simples. No entanto, existe um abismo entre uma “boa ideia” e uma startup de sucesso. É justamente devido à complexidade de se criar uma startup que o Founder Institute foi lançado em Goiânia. 
 
O Founder Institute  possui sede na Califórnia e já está em 180 cidades no mundo, tendo como objetivo “globalizar o Vale do Silício”. Em 2019, a instituição executou o seu primeiro programa de aceleração de startups em Goiânia, ajudando empreendedores a criar negócios mais relevantes, reduzindo a altíssima taxa de mortalidade de novas startups.
 
Mas, como é o processo de criação de uma startup de sucesso? Primeiro, é importante lembrar que uma “ideia” somente é boa, caso resolva um “problema” que seja realmente latente, relevante e sofrido por uma grande quantidade de pessoas ou empresas. Além disso, a “solução” proposta precisa ser viável tanto técnica quanto economicamente – sendo importante não pensar em planos muito complexos e mirabolantes. No entanto, ter uma boa ideia, que resolva de forma eficiente uma dor relevante de mercado, é apenas o começo do trabalho. 
 
A criação de uma startup depende de uma excelente “equipe”, que seja qualificada e composta por pessoas que detenham as competências necessárias à execução de cada projeto. Mais do que excelentes ideias e planos, essa equipe precisa alcançar alguma maturidade e ter resultados reais (leia-se: um produto que funciona e gera algum faturamento). Com isso, a startup poderá acessar um dos principais ingredientes que contribuem para o sucesso de startups: o investimento de risco. Geralmente aportado por “investidores anjo” ou fundos de “venture capital”.
 
Se você gostaria de empreender e criar negócios digitais relevantes, saiba que no ecossistema de startups as pessoas são muito ativas e solícitas. Goiânia oferece cada vez mais oportunidades para novos empreendedores, como o programa do Founder Institute e hubs como o Gyntec Condomínio Tecnológico.
 
Por isso, se deseja iniciar um projeto de inovação ou criar uma startup, não perca tempo: procure livros e podcasts sobre o tema; peça ajuda; converse com empreendedores da região; participe dos eventos; e, se possível, conheça outros estados e países para aperfeiçoar seus conhecimentos.
 
*Rafael Pinto é advogado especialista em tecnologia e startups
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Rafael Pinto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Edemundo Dias de Oliveira Filho
17.10.2026
Voto nulo

O voto nulo não é fuga. É declaração. Em um sistema que transforma a urna em ritual obrigatório de adesão, recusar-se a escolher entre as opções apresentadas constitui um exercício lúcido de soberania individual. Não se trata de indiferença, mas de recusa consciente a legitimar o que se considera ilegítimo ou impróprio. A democracia moderna, […]

Marcelo Traldi
16.10.2026
Inovar hoje para nutrir o amanhã

Neste 16 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day), a comunidade internacional é convocada a refletir sobre o tema central de 2026: “Inovar hoje. Nutrir o amanhã”. Esta máxima não é apenas um lema comemorativo, mas um chamado urgente à ação para líderes, indústrias, governos e consumidores. […]

Tânia Queiroz
15.10.2026
Quando a ansiedade decide o que comemos e o que tomamos

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o debate costuma girar em torno do acesso e da qualidade dos alimentos. Há, porém, uma pergunta menos discutida, e que ouço todos os dias no consultório e na sala de aula: por que comemos e o que buscamos além do prato? Para muitos brasileiros, […]

Frederico Moraes Xavier
15.10.2026
Educação exige continuidade, não soluções milagrosas

Neste 15 de outubro, celebramos o Dia dos Professores. Data importante para reconhecer o trabalho de profissionais que exercem uma das funções mais importantes da sociedade, mas também discutir as condições trabalho e os caminhos necessários para melhorar a educação brasileira. Na medicina, assim como em tantas outras profissões, sabemos que a formação de um […]

Domingos Quirino
14.10.2026
A saúde não pode envelhecer

A sociedade civil está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o país chegou a 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2022, crescimento de 57,4% em comparação com 2010. Esse cenário impõe uma reflexão urgente: se o perfil do paciente mudou, a forma de cuidar também precisa mudar. […]

Chrissia Bandim
13.10.2026
Antes da ferramenta, a gestão do escritório

Na advocacia, o assunto mais recorrente entre os integrantes dos escritórios é saber qual ferramenta de inteligência artificial contratar para elaborar as melhores petições e fazer as melhores intervenções processuais. A discussão é salutar. Mas, qualquer que seja a ferramenta, eficiência e resultado só se conquistam com organização. Quem faz o quê, em quanto tempo, […]

Leonardo Chucrute
13.10.2026
O impacto de um líder vai além dos resultados

Todo líder deixa um rastro. A questão central não está apenas nos resultados entregues, mas no impacto gerado nas pessoas que caminham ao seu lado. Em um ambiente empresarial cada vez mais voltado para performance e crescimento acelerado, é comum associar liderança exclusivamente ao cumprimento de metas, indicadores e resultados de curto prazo. No entanto, […]

Maria Clorinda Soares Fioravanti
09.10.2026
Educação superior, ciência e tecnologia no Brasil: de onde viemos, onde estamos e que futuro queremos?

A Medicina Veterinária, a docência e a pesquisa são dimensões indissociáveis da minha trajetória. Ao longo desses anos, acompanhei períodos de expansão, fortalecimento institucional, restrições orçamentárias e ameaças à autonomia universitária. Essa experiência consolidou minha convicção de que a educação pública de qualidade é um dever do Estado e investir em ciência e tecnologia é […]