Adriana Marinelli
Goiânia – Um dos investigados na Operação Sofisma, deflagrada pela Polícia Civil para apurar fraudes na contratação e superfaturamento de contratos publicitários, João Furtado Neto, ex-presidente do Detran Goiás, se diz inocente. O foco da operação é apurar irregularidades em contratos assinados a partir de 2014 entre Agência de Comunicação (Agecom, atual ABC), Detran e empresas especializadas em comunicação digital. Agências de publicidade também são alvo.
Em nota, João Furtado comentou que é a segunda vez, em menos de noventa dias, que foi alvo de busca e apreensão a pedido de autoridades policiais de Goiás. "Dessa vez levaram meu celular, de novo. Vai entender!", diz. Ainda no texto, Furtado diz que não deixará de se defender. "E de lutar pela responsabilização daqueles que violaram meus direitos, dessa vez fazendo uso da lei de abuso de autoridade, tão escamoteada pelos meus agressores", complementou.
Veja a nota na íntegra:
Pela segunda vez, em menos de noventa dias, fui alvo de busca e apreensão a pedido de autoridades policiais de Goiás. Dessa vez levaram meu celular, de novo. Vai entender!
Trata-se de medida requentada nos gabinetes do poder, buscando criminalizar a política de publicidade institucional do Tempo Novo, mas só na parte que lhes interessa. Explico: foram alvos os blogs e jornalistas que criticaram o governo e o promotor do caso. Os veículos amigos foram poupados.
Apesar de não ter proximidade nem relações com nenhum dos envolvidos, nos meus dois anos de Detran, as agências contratadas que contrataram os blogs e pagaram, no total, ao que me consta, de vinte e sete mil reais a todos os blogs contratados em campanhas.
Devo me solidarizar com essa tentativa de intimidação da imprensa livre. Também por respeito, solidarizo-me com a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, que teve violadas as suas prerrogativas.
Como advogado e integrante de uma carreira de controle, sou Procurador do Estado com muito orgulho, e como homem público, tenho o dever de prestar contas dos meus atos, o que faço e farei sem temor. Porém, com altivez e certo de minha inocência, não deixarei de me defender e de lutar pela responsabilização daqueles que violaram meus direitos, dessa vez fazendo uso da lei de abuso de autoridade, tão escamoteada pelos meus agressores.
João Furtado, procurador do Estado