A Redação
Goiânia – Alguns dos investigados na Operação Sofisma, deflagrada nesta quinta-feira (23/1) pela Polícia Civil para apurar fraudes na contratação e superfaturamento de contratos publicitários, se manifestaram ao longo do dia e alegam que estão sendo vítimas de "perseguição política". O foco da operação é apurar irregularidades em contratos assinados a partir de 2014 entre Agência de Comunicação (Agecom, atual ABC), Detran e empresas especializadas em comunicação digital. Agências de publicidade também são alvo.
Um dos investigados, o radialista Cleuber Carlos, responsável pelo blog que leva o nome dele, afirmou, em nota, que a operação deflagrada hoje é uma "perseguição que Ronaldo Caiado realiza contra Marconi e seus aliados para tentar justificar a sua incompetência”. Segundo o radialista, ele não teria sido intimado a prestar esclarecimentos, mas disse ser inocente e que está à disposição para relatar seu lado dos fatos. "Quem não deve não teme, mas não vou fazer o jogo dos que estão fazendo serviço sujo e confrontar a autoridade policial, em respeito a instituição que é composta em sua maioria de pessoas sérias e idôneas, que indignadas, me aconselham a ter calma e sabedoria”, complementa.
Proprietário do blog Goiás 24 Horas, Cristiano Silva também nega qualquer tipo de favorecimento envolvendo contratos com publicidades. "Foi mandada a tabela de preços, a agência de publicidade viu se tinha capacidade ou não. Pediu as certidões, as certidões foram oferecidas e aí foi veiculada a campanha", alega. Para o jornalista, trata-se, assim como pontuado por Cleuber Carlos, de "uma perseguição política".
O radialista Luiz Gama, do portal de notícias Canal Gama, também se defende alegando "perseguição política" e afirma que "não será intimidado". Apontado como responsável por disseminar fake news na internet, ele se defende alegando que conduz um "portal de notícias com credibilidade". Em nota, o comunicador destaca que o seu canal recebe mídias também do governo federal e de prefeituras, além do governo do Estado, e nega qualquer "superfaturamento". "Nossa tabela de preços é a mesma para qualquer tipo de anúncio público”, diz.
Já a Agência Brasil Central (ABC), que também se manifestou por meio de nota, informa que "apoia completamente e vem colaborando com a Policia Civil, que, por meio da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), deflagrou a Operação Sofisma".