A Redação
Goiânia – A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (22/1), a operação "Duas Rodas – Nova Lei do Desmonte", que tem o objetivo de reprimir o comércio irregular de motocicletas em condição de sucatas aproveitáveis, as quais só podem ser vendidas para empresas credenciadas junto ao Detran e para um fim específico, a desmontagem, sendo vedado o retorno dos veículos à circulação.
Segundo a polícia, alguns criminosos aproveitam de brechas na lei para adulterar os sinais identificadores e, em seguida, as revenderem como se fossem “imbiras”, sendo estas comumente utilizadas na prática de diversos crimes, como homicídios, roubos a comércios, e roubos em geral.
Durante a ação foram realizadas abordagem a motociclistas em situação suspeita, bem como realizada a fiscalização de lojas que comercializam motocicletas na condição de sucatas aproveitáveis para retorno à circulação.
Foram apreendidas, em diversas lojas da capital, 159 motocicletas, sendo 137 sucatas na condição de “imbiras” (aptas para o retorno à circulação), 19 por suspeita de adulteração e 03 identificadas como produtos de crimes (roubo/furto).
Ao todo foram realizadas mais de 1.400 abordagens, que resultaram, ainda, na recaptura de cinco foragidos da Justiça, na recuperação de uma motocicleta produto de crime e no registro de quatro Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), procedimento este lavrado para crimes de menor potencial ofensivo. Mais de 300 agentes de segurança pública participaram da operação.
A operação foi realizada em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, por intermédio da Polícia Civil, através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores; da Polícia Militar, através do Comando do Policiamento da Capital; do Detran, através da Gerência de Ação Integrada, e da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, através da Gerência de Criminalística – Seção de Identificação Veicular.
A ação foi realizada com a participação efetiva e integrada das unidades Operacionais do 1º CRPM, da DERFRVA, do Detran, da SPTC e do serviço de inteligência (CPC2).