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Ônibus da vida – Rumo ao ponto final

08.01.2020 - 10:02:10
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Goiânia – Hoje, 08 de Janeiro, é o dia nacional da fotografia. Fotografar é captar uma fração de segundo e eternizá-lo numa imagem. Se tivéssemos o poder de parar o tempo, assim como acontece na fotografia, muita gente estaria preso a algum momento que já viveu.
 
Quantas vezes você gostaria que aquele dia na praia ou no clube durasse mais tempo? Quantas vezes você se imaginou por mais tempo nos braços da pessoa amada, ou queria que aquele beijo durasse pra sempre? Quantas vezes você desejou que o momento da partida não chegasse, ou que a morte de alguém ou de algum animal preferido fosse adiada eternamente?
 
Se tivéssemos o poder de controlar a vida como temos o poder de controlar o que captamos numa foto, estaríamos todos presos em alguma história, em algum lugar deste mundo.
 
Mas na vida precisamos aprender a conviver com alguns e sobreviver sem outros. Tem pessoas que gostaríamos de ver longe, pelas costas. Já outras gostaríamos de ter sempre por perto para podermos compartilhar dúvidas, alegrias, angústias e todas as outras emoções que fazem parte da nossa vida.
 
Porém, a vida é como um ônibus em movimento. Algumas pessoas chegam em determinado ponto, outras descem sem ao menos nos avisar. Alguns chegam para contribuir já outros para ficar de pé, no meio do corredor, atrapalhando todos os outros. Tem aquela pessoa que só faz barulho, outros que te seguram quando uma freada mais forte acontece. Em alguns momentos é possível despedir de uns. Em outros momentos a gente nem percebe que a pessoa "desceu" deste ônibus da vida.
 
O que vale mesmo é aprender a conviver com este "sobe e desce" de pessoas na nossa vida. Tem quem chegue para ser o motorista e está sempre presente. Tem quem está ali só para fazer "volume" e encher mais o ônibus. Tem quem vai conversar e nos aconselhar, tem também que vai nos ajudar e quiçá até ceder o assento para que nossa viagem da vida fique mais confortável.
 
Tudo na vida depende de um ponto de vista, de partida, de chegada, de observação e do ponto final. Quando aprendermos a conviver com esse fluxo inconstante de chegadas e partidas, quando formos capazes de compreender o motivo pelo qual alguns chegam e permanecem e outros chegam e logo se vão, seremos mais felizes.
 
Que as dores das partidas sejam amenizadas pela alegria das chegadas. Que você saiba se equilibrar no balanço do ônibus da vida e que cada sorriso e gentileza que ganhar ao longo desta jornada, lhe sirva de incentivo para, apesar dos buracos na estrada, seguir adiante até o seu ponto final.
 
Tem hora que vamos querer fotografar o caminho, mas pode ser que a "foto" não fique tão boa como se imaginava. O importante é não desistir. E quando puder lembrar de tudo o que viveu, que todos os momentos estejam registrados, como uma fotografia, na sua memória. Então, aproveite a viagem, pois quando chegar ao ponto final, pode ser tarde demais.
 

*Fabrício Santana é jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia pela PUC Goiás

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por Fabrício Santana
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