A Redação
Goiânia – O corpo técnico da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) apresentou na segunda-feira (25/11) à promotora Sandra Mara Garbelini, titular da 15ª Promotoria de Anápolis, e representantes da Prefeitura, os projetos executivos de readequação e correção das obras do Anel Viário que liga a BR-060 ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). O serviço foi alvo de investigação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) no governo anterior.
Presidente da Codego, Marcos Cabral determinou a abertura de uma nova licitação. Dessa forma, o Governo de Goiás, por meio da Companhia, traçou projetos executivos que serão contemplados no processo licitatório.
O primeiro deles será de readequação das obras já executadas, incluindo serviços emergenciais, com foco na drenagem e na segurança do trecho sobre o Ribeirão Extrema, com a implantação de defensa metálica e da construção de uma via para pedestres no canteiro central. O projeto será executado tão logo o processo licitatório esteja concluído, com prazo estimado em 15 dias úteis.
A segunda etapa será voltada para a construção da parte remanescente da obra, que estava paralisada. A implantação será realizada em abril, após o período chuvoso.
(Foto: divulgação)
Segundo a promotora Sandra Mara Garbelini, as antigas empresas contratadas não executaram o serviço conforme o projeto, o que coloca a vida de pessoas em risco e impacta o meio ambiente, e também não cumpriram os prazos determinados no contrato. “Por isso, a 15ª Promotoria não recomenda que essas empresas executem essa adequação proposta, sendo necessária a deflagração de um novo processo licitatório, ate porque o Ministério Público persegue todas as irregularidades que envolvem essa contratação.”
Investigação
O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Centro de Inteligência do MP-GO deflagraram em dezembro de 2018 a Operação Propinoduto. Os promotores de Justiça ainda investigam o desvio do dinheiro público destinado à obra do Anel Viário que liga a BR-060 ao Daia.
Conforme o MP-GO, há indícios de superfaturamento, fraude nas medições e pagamento de propina em favor de agentes públicos. A atual gestão da Codego tem se colocado à disposição das autoridades para contribuir com a apuração dos fatos.