A Redação
Goiânia –
A
Audiência Pública sobre os Incentivos Fiscais do Setor Sucroenergético em Goiás realizada, nesta terça-feira (1º/10), na Assembleia Legislativa, em Goiânia, reuniu autoridades como o presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar, André Rocha, e demais representantes de entidades, deputados estaduais, além de cerca de 500 trabalhadores de toda a cadeia produtiva de etanol, açúcar e bioeletricidade de Goiás. Marcaram presença também oito prefeitos de municípios nos quais estão instaladas usinas.
A audiência, promovida pelo deputado Henrique Arantes, é uma resposta do setor produtivo ao Projeto de Lei que está em tramitação no legislativo goiano que afetará toda a cadeia produtiva e também o consumidor de combustíveis. Há risco inclusive para os empregos existentes e prejuízo a novos investimentos no setor em Goiás.
O Presidente da Fieg, Sandro Mabel, em discurso, pediu a total rejeição ao Projeto, que acaba com crédito outorgado do etanol anidro. O representante do Governo estadual, Donovan Moreira, representante da Secretária da Agricultura, afirmou ainda que o Governador Ronaldo Caiado não vai deixar que haja a desindustrialização de Goiás.
Em Goiás, as usinas movimentam uma extensa cadeia produtiva com fornecedores de cana-de-açúcar, de insumos, de máquinas e implementos agrícolas. Tudo isso mobiliza a economia local e regional, além de contribuir para que o preço dos produtos produzidos pelas usinas seja menor no estado, favorecendo a população.
Um estudo da Markestrat/USP mostra que entre os anos de 2015 a 2018, vinte quatro usinas goianas pagaram mais de R$ 6,1 bilhões em salários, com R$ 1,2 bilhão adicionais em benefícios concedidos, totalizando mais de R$ 7,3 bilhões. Em 2018, a folha de pagamento das usinas foi de aproximadamente R$ 1.866.051.777,12. Além disso, no ano passado, as usinas pagaram mais de R$ 2.015.343.498,46 a parceiros e fornecedores agrícolas.