A Redação
Goiânia –
O Comitê Permanente de Gestão Integrada para o Enfrentamento da Crise Hídrica na Bacia Hidrográfica do Alto Meia Ponte, sob coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), lançou, nesta segunda-feira (16/9), o Projeto Pró-Águas Rio Meia Ponte, que visa revitalizar a área com ações de curto, médio e longo prazos. Foi o primeiro encontro do grupo, criado no último dia 10 de setembro.
Segundo a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, o primeiro objetivo do comitê é viabilizar, numa primeira etapa, a recuperação de 3 mil hectares, em um trabalho que envolve a proteção de nascentes, uso e manejo adequado do solo, recuperação de pastagens degradadas, cercamento e recuperação de áreas de preservação permanente e áreas de recarga hídrica.
“O objetivo não é só solucionar o problema de abastecimento de Goiânia e região metropolitana”, afirmou a secretária. “A cada ano que passa, temos menos vazão nos rios da região e isso impacta a economia local já que sem água não há produção agrícola nem industrial. Não ter água implica em menor produção da indústria, que gera na região cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos, menor produção para os pequenos produtores, que hoje são em torno de 5 mil. Ou seja, sem água disponível não há economia que se sustente”, alertou.
O projeto conceitual de revitalização da Bacia do Alto Meia Ponte foi elaborado sem custos para o Estado pelo Instituto Espinhaço, organização sem fins lucrativos com atuação em 12 países e ampla experiência em recomposição florestal de larga escala e revitalização de bacias hidrográficas.
Nas próximas semanas, um grupo de trabalho designado na reunião desta segunda-feira vai levantar diversos tipos de ações que já são realizadas hoje por prefeituras, órgãos estaduais, organizações sem fins lucrativos e produtores, entre outros, de forma autônoma, bem como identificar propostas que visem articular e integrar os diversos entes num esforço comum e integrado que gere escala.
“Vamos colocar em uma planilha todas as ações que podem ser realizadas bem como as que já vêm sendo feitas por atores de forma isolada, ideias para que possamos deliberar, daqui 15 dias, ação por ação para saber o que vai compor o plano de ação integrada”, afirmou Andréa Vulcanis.
A titular da Semad acredita que os resultados do Projeto Pró-Águas Rio Meia Ponte já possam ser sentidos no ano que vem. “Ano após ano a crise hídrica se agrava na Bacia do Meia Ponte. O que mais foi dito na reunião do comitê é a necessidade de sair da fase de discurso e passar para ações concretas e práticas para uma solução de médio e longo prazos, sendo que médio prazo já consideramos como o ano que vem”, disse ela.