Gabriela Louredo e Mônica Parreira
Goiânia
– "O plano de recuperação é um remédio amargo, não há dúvida, mas é indispensável". A analogia é feita pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás (OAB-GO). Em entrevista ao jornal
A Redação, ele afirma que sua opinião não reflete a posição da OAB-GO sobre o tema, porque a matéria não foi submetida ao Conselho Pleno da OAB-GO.
"O Estado de Goiás tem problemas graves com relação à questão fiscal, uma folha de pagamento altíssima que precisa realmente de um choque nas contas públicas e não há outro regime senão o regime de recuoeração que está posto na mesa", afirma.
Ao falar sobre o assunto, Lúcio Flávio diz lembrar do início de sua primeira gestão, quando também herdou dívidas. "Quando eu olho o governador passando a situação, me vejo no início da minha gestão anterior. Me vejo em 2016 com credores na porta e com problemas fiscais importantes. Não é possível resolver os problemas do estado, sem muita austeridade fiscal", diz.
"Eu espero que a Assembleia tenha maturidade para aprovar e a população tenha resiliência para suportar, mas é indispensável nesse momento esse programa.Tenho certeza que o governador Ronaldo Caiado tem toda condição de tirar o estado do local em que ele se encontra e, da nossa parte, terá o apoio para todas as medidas que sejam legais e constitucionais", conclui.