Roberta Rodrigues
Goiânia –
O Empório Saccaria, no Jardim Goiás, e o Saccaria Marista são os primeiros estabelecimentos de Goiânia a aderir ao projeto de lei que prevê que bares, restaurantes e casas noturnas da capital adotem medidas de auxílio a mulheres que se sintam em situação de risco nas dependências desses locais.O lançamento da iniciativa foi realizado na manhã desta sexta-feira (14/6), no Empório e contou com a presença de responsáveis pelo grupo Saccaria e dos advogados goianos autores da proposta. Na ocasião, quadros e adesivos foram colocados em pontos estratégicos dos estabelecimentos.

A chefe de cozinha do Empório Saccaria, Fernanda Ramos de Carvalho, explicou que o grupo Saccaria é comprometido com causas, principalmente ligadas à proteção da mulher. "Vamos discutir como isso será trabalhado dentro da casa, as informações serão repassadas para os funcionários e a ação começará a partir de hoje", explicou.
De acordo com a ideia, os estabelecimentos deverão orientar todos os seus funcionários para a aplicação das medidas previstas na proposta.
"É importante parabenizar o Saccaria, através do seu proprietário, Rogério Giordani, pela importante iniciativa, gesto que demonstra a seriedade da casa e o seu compromisso com o bem-estar dos seus clientes", destacou o advogado e um dos responsáveis pelo projeto, Julio Meirelles.
Iniciativa
"É importante salientar e esclarecer aos donos dos estabelecimentos que não há qualquer transfêrencia de atribuição do Estado para os proprietários, são medidas simples e que deveriam ser adotadas de forma voluntária. São medidas que não trarão custos e não haverá transfêrencia de responsabilidade", ressaltou Julio Meirelles.
A advogada Raianne Ramos comentou que já passou por uma situação de constrangimento e medo ao sair de um bar sozinha e passar por um grupo de homens que a assediaram. "Se no bar tivesse esse apoio, só de eu voltar para o bar já inibiriam e sairiam do local. São pequenas situações que nos deixam mal e ficamos pensando se podemos sair sozinhas", disse.
De acordo com a advogada Bruna Giagini, a iniciativa não surgiu a partir de um acontecimento específico e sim de situações que as mulheres enfrentam todos os dias. "Nós vimos que tinha no Rio de Janeiro e resolvemos trazer para Goiânia. No Rio não teve barreira, todos abraçaram a ideia. Esperamos que em Goiás também seja aprovado logo", frisou.