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Atribuições do regente de orquestra

03.06.2019 - 15:04:23
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Othaniel Alcântara Jr.


Na postagem passada (23/05/2019), intitulada “A batuta”, relatei que nos tempos em que atuei como violinista da Orquestra Filarmônica de Goiás (OFG) – década de 1980 e início de 1990 – era comum algum conhecido me perguntar o nome e a função daquela “varinha” usada pelo regente da orquestra. Acho oportuno esclarecer que a recente leitura de um trabalho acadêmico, de autoria de Neylson Crepalde (UFMG), foi o que me fez lembrar de questionamentos semelhantes a esse. Então, decidi iniciar esse texto com duas outras indagações, desta vez concernentes à atuação do condutor de uma orquestra.

– A orquestra precisa mesmo de um regente, haja vista que os músicos nem olham para ele?
– O regente é responsável apenas por marcar o ritmo da música?

Mesmo diante da indiscutível importância de um condutor para uma orquestra, não existe a necessidade de os instrumentistas afastarem seus olhos da direção na qual se encontram as partituras das músicas a serem executadas numa determinada ocasião. Isso é possível devido à capacidade de visão periférica desses artistas. Ademais, a movimentação da batuta na mão do regente muito auxilia essa percepção.
 
Também devemos ter em mente que a atuação do maestro não se reduz a “balançar” a batuta, ou os braços à frente dos instrumentistas ou cantores, com o objetivo de manter a pulsação de uma obra musical, ou mesmo tornar precisas as “entradas” desses músicos. Tal tarefa, embora imprescindível, não é, definitivamente, a única atribuição de um regente em ensaios e apresentações orquestrais.

Mesmo assim, tendo como referência essa tarefa básica, não há como imaginar um corpo sinfônico1 – formado por 50, 80 ou até mesmo por uma centena de artistas – realizando um concerto sem a presença de um condutor. Sem a presença deste, certamente o resultado não seria satisfatório. Mas, e se todos os músicos seguissem a marcação de compasso do spalla? Ainda assim, nas grandes orquestras, de maneira idêntica, existiria o risco de um “desastre”. Isso porque, devido à distância do primeiro dos violinos, um instrumentista que estivesse nas últimas fileiras da orquestra teria como referência apenas os colegas mais próximos de sua estante. Neste caso, um pequeno descuido de um deles poderia desencadear uma sucessão de erros como num efeito cascata.
 

1) A estruturação da orquestra ocorreu durante o século XVII. Houve uma época em que uma obra, muitas vezes, era regida pelo próprio compositor enquanto tocava o cravo, por exemplo. Em outros momentos, as pequenas orquestras foram lideradas pelo primeiro violino (spalla). Mas, devido ao contínuo aumento do número de músicos, bem como à complexidade das obras sinfônicas, surgiu a figura do regente especialista. Uma orquestra sinfônica/filarmônica atual conta com um número variável de integrantes. Seguem alguns exemplos.

a) Orquestra Filarmônica de Goiás (OFG)
Em 2019, possui um corpo sinfônico de aproximadamente 50 músicos.

b) Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP)
A Revista OSESP 2019, em sua p. 128, registra o nome de quase 110 instrumentistas fixos.

c) Orquestra Filarmônica de Berlim
Considerando as informações disponibilizadas no site da Filarmônica de Berlim (visitado em 24/05/2019), a principal orquestra alemã conta com um quadro fixo composto por mais de 120 instrumentistas. 


Orquestra Filarmônica de Goiás na Sala São Paulo (2014). Regência: Neil Thomson (Foto: Rafaella Pessoa)

 


É relevante destacar, aqui, outro detalhe aludido no texto “A batuta”. A função do regente também não se restringe a conferir em sua “partitura” (ou “grade”) – que contém as linhas (“partes”) de todos os instrumentos e/ou vozes -, se os artistas estão tocando adequadamente todos os elementos (notas, dinâmica etc.) expressos pelo compositor em uma determinada obra musical. É preciso muito mais do que isso para se concretizar um processo de recriação artística.

No processo de recriação artística, o maestro torna-se o elo entre o autor e os instrumentistas (executantes) de uma música. Cabe a esse condutor o importante papel de traduzir os signos musicais – grafados na partitura – em sons coerentes, direcionados ao ouvinte. Esta tarefa exige do condutor, ou seja, do regente, além de uma excelente memória e conhecimentos musicais, outras características como criatividade e imaginação. Nesta perspectiva, Raphael Baptista considera que
 

A regência atinge a sua plenitude quando se liberta da uniformidade rítmica
e emerge da imaginação criadora do intérprete
numa descrição altamente expressiva da obra.

(BAPTISTA, 2000, p. 79).
 

A despeito disso, percebemos que, em muitas oportunidades, o ofício de maestro não é reconhecido como deveria. Sobre isso, o condutor húngaro-britânico Georg Solti (1912-1997), lembrado pelo investigador Silvio César Lemos Viegas (2009, p. 21), desabafa:
 
As pessoas pensam que reger é simples:
você marca o tempo no ar e tudo vem naturalmente e de forma simples.
Eles não entendem quanto trabalho tem de ser feito antes
que alguém chegue a um resultado que possa ser chamado de interpretação.

(Sir Georg Solti, p. 205, apud VIEGAS, 2009, p. 17).

A função de intérprete do regente

Citando Muniz Neto (2003, p. 47), é importante dizer que, na realidade, existem duas fases no processo da regência. Uma é preliminar, de preparação. Nesta primeira fase, após escolher o repertório a ser trabalhado, esse artista basicamente formula em sua mente as obras que vai recriar. Em outros termos, antes de revelar uma criação ao ouvinte, “o intérprete assunta, estuda a obra de arte que tem diante de si e a compreende” (ANDRADE, 1995, p. 63). Para tanto, além de proceder as necessárias análises (composicional e estilística), tal profissional deve ter as partituras praticamente memorizadas.

Na segunda fase, por meio de repetidos ensaios, ele dá forma “plástica” ao texto musical (MUNIZ NETO, 2003, p. 47). Mas essa tarefa é árdua. O maestro Georg Solti lembra que “o desafio de um regente é o de fazer a orquestra produzir – nos exaustivos ensaios e, depois, nos concertos – aquilo que ele imaginou durante semanas e meses de estudo da partitura” (Sir Georg Solti, p. 205, apud VIEGAS, 2009, p. 20). Em todo caso, dando seguimento a este raciocínio o pesquisador Neyson Crepalde (UFMG) explicita que
 

O maestro é o principal responsável pelo produto final de uma orquestra.
Ele é o intérprete da música que a orquestra toca e, desse modo,
toma todas as decisões interpretativas referentes à obra.

(CREPALDE, 2015, p. 35, grifo nosso).
 

Nota-se, então, que as decisões inerentes ao aspecto interpretativo de uma obra sinfônica são prerrogativas exclusivas do maestro. Nessa trilha, a maestrina Katarine de Sousa Araújo (EMAC/UFG), afirma que
 
Para o maestro, interpretar é uma tarefa complexa,
pois abarca a unificação do pensamento de muitos músicos
com personalidades, técnicas e sentimentos distintos (…).
Por não ter contato direto com o instrumento,
sua ação como intérprete depende de si mesmo,
mas também da técnica interpretativa dos instrumentistas.
 
(ARAÚJO, 2014, p. 24, grifo nosso).
 


Katarine Araújo (Foto: reprodução/Facebook)
 
 
Nota-se ainda que, no tocante aos aspectos interpretativos de uma obra musical, as decisões seguem, necessariamente, uma estrutura hierárquica nas orquestras sinfônicas/filarmônicas, ou mesmo, em orquestras menores. Segundo Neylson Crepalde,

A necessidade de haver um ponto de referência deve-se ao simples fato de que se fosse dado a cada um dos oitenta músicos [em média] o poder de escolher livremente como tocar sua parte, facilmente toda a estrutura se desintegraria. Isso sem falar no imenso tempo necessário para que todos esses músicos chegassem a um acordo sobre todas as minúcias da partitura. (CREPALDE, 2015, p. 35).

 

O aspecto subjetivo da interpretação
 
Com o propósito de detalhar um pouco mais a tarefa do regente enquanto intérprete, o investigador Souza (2015, pp. 01 e 05) fundamentado nos trabalhos dos autores E. Vasconcelos e H. Temianka, aborda os aspectos da objetividade e subjetividade da prática interpretativa do maestro. Nesse sentido, o pesquisador define a interpretação objetiva, ou literal, como aquela “restrita aos detalhes fornecidos pelo compositor” e a interpretação subjetiva como aquela que está a “procurar um significado escondido nas notas musicais, sob as notas e além das notas”. Afinal, nem tudo está escrito na partitura. Trazendo a opinião de Viegas (2009, pp. 17-21), “uma obra-prima musical tem inúmeras correlações, sejam elas literárias, históricas ou de cunho pessoal”.

Em termos práticos, semelhante ao que acontece, por exemplo, em versões diferentes de uma mesma canção da MPB, uma obra sinfônica (sinfonia, poema sinfônico, suíte orquestral etc.) jamais será tocada da mesma maneira. A interpretação de qualquer uma dessas peças possui a personalidade musical do maestro que está à frente da orquestra que a executa. Desta forma, cada interpretação de uma mesma peça musical torna-se única. Por isso, é comum um amante da “música de concerto” possuir, em seu acervo, vários registros fonográficos de uma mesma obra, claro, gravadas por orquestras sob diferentes regências.

Todavia, sabemos que as escolhas do regente, em regra geral, incorporam padrões estéticos – aqueles solidificados ao longo dos séculos, no universo da música “erudita” – que respaldam o seu modo de compreender as intenções de um determinado compositor para uma determinada obra musical. Ou seja, há uma liberdade interpretativa, mas, também, existem limites para essa liberdade. Corroborando esse pensamento, Silvio Viegas (2009, p. 21) afirma que uma recriação “é o resultado de uma ideia estética, somada à sensibilidade do intérprete, mas com limites nas próprias leis interpretativas a que somos submetidos”.  
 


Os gestos do regente
 
Adotando uma visão mais simples acerca desse tópico, pode-se afirmar que é por meio de gestos que o maestro “toca” o seu instrumento que, neste caso, é representado pela orquestra (MUNIZ NETO, 2003, p. 48).

No entanto, é preciso clarificar que, embora os movimentos das mãos sejam os mais perceptíveis para o público, existe uma boa variedade de sinais na comunicação entre condutor e demais músicos de um grande conjunto musical. A mão direita, em geral, faz a marcação de compasso, além de indicar o andamento (velocidade) da música. É oportuno lembrar, aqui, o fato de que o uso da batuta é facultativo. (leia o texto “A batuta”, postado em 23/05/2019).

Já os movimentos da mão esquerda e até mesmo do corpo contribuem para o processo interpretativo da obra musical. Aqui transparece o “colorido orquestral”. Para Crepalde (2015, 40), a mão esquerda é a responsável pelos gestos expressivos como, por exemplo, “mostrar dinâmicas, diferentes articulações (…) ou moldar a sonoridade desejada”.  

De fato, os gestos regenciais são essenciais no processo de concepção do discurso musical. Katarine de Sousa Araújo (2014, p. 24), do mesmo modo, concorda que tais gestos refletem a intenção musical do condutor. Nas palavras da maestrina, é por meio deles que o maestro “influencia outras pessoas na reprodução, ou seja, na interpretação de uma obra”. E Paul Kolesnik acrescenta:
 

O regente é responsável por transmitir a clareza dos sentimentos para que possam refletir,
em seus gestos, a interpretação desejada,
assim como a execução musical em andamento, caráter, dinâmica, articulação e fraseado.

(Kolesnik, apud ARAÚJO, 2014, p. 19).
 

O pesquisador Nilton da Silva Souza (2015, p. 02), discorrendo sobre os gestos regenciais, destaca dois outros aspectos em sua análise. O primeiro deles é o “gestual mecânico”. Nesse caso, por estar associado basicamente à marcação de compasso, não poderia ser considerado como “gestos musicais”. No entanto, citando a professora Marília Laboissiere (EMAC/UFG), o autor adverte que “o gesto musical na regência necessita da expressão de um aparato gestual ‘mecânico’ para que haja a simbiose no ato da comunicação entre condutor e conduzidos”.

O segundo, por sua vez, é o “gesto musical na regência enquanto parâmetro de expressão interpretativa e realização artística”. Efetivamente, estes são gestos que, somados aos mecânicos, expressam algo a mais. Lembrando o que já foi registrado neste texto, quando Souza (2015, p. 01) discorreu sobre a subjetividade do ato de interpretar, é por meio de uma consciente escolha de gestos que o condutor traz à tona o que está “sob e além das notas”.
 


O que é necessário para um músico ser maestro?
 
As características da profissão de regente de orquestra foram construídas, ao longo do tempo, a partir da contribuição de inúmeros artistas da “varinha”, tais como: Hans von Büllow (1830-1894), Arthur Nikisch (1855-1922), Gustav Mahler (1860-1911), Arturo Toscanini (1867-1957), Leopold Stokowski (1882-1977), Wilhelm Furtwängler (1886-1954), Herbert von Karajan (1908-1989), Sir Georg Solti (1912-1997), Sergiu Celibidache (1912-1996), Leonard Bernstein (1918-1990), Nikolaus Harnoncourt (1929), Claudio Abbado (1933), Seiji Ozawa (1935), Zubin Mehta (1936), Jordi Savall (1941), Daniel Barenboim (1942), James Levine (1943), Ton Koopman (1944), Sir Simon Rattle (1955) e Gustavo Dudamel (1981), entre vários outros.

Mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é necessário que o maestro toque vários instrumentos; basta que ele tenha conhecimento sobre o funcionamento deles. No mais, é desejável que ele tenha um alto nível técnico no seu instrumento de formação. Além disso, é fundamental que ele saiba tocar um instrumento de teclas (piano etc.).

Um músico postulante ao cargo de regente precisa também, necessariamente, apresentar saberes que extrapolem o simples conhecimento da estrutura composicional de obras musicais. Para alcançar êxito em sua carreira, o aspirante ao título de maestro precisa, antes de mais nada, ser um músico talentoso. Depois, deve demonstrar uma série de outros conhecimentos próprios do campo musical e, até mesmo, extramusicais como, por exemplo, revelar boa comunicação, dominar outras línguas e possuir conhecimentos administrativos (MACEDO, 2016, p. 11).

Ressalta-se, ainda, que um maestro precisa ter um perfil de liderança, exercer autoridade e ser merecedor de respeito. Pois cabe a ele uniformizar o pensamento musical de dezenas de músicos que compõem uma orquestra. Ora, só é possível dar forma a uma obra musical e proporcionar a transmissão das ideias de um determinado compositor ao público ouvinte se o regente conseguir transformar indivíduos, com características diferentes, em uma unidade musical. Assim, similar ao que acontece com o técnico de futebol, para a obtenção dos resultados desejados, seus comandados devem acreditar na proposta de trabalho do líder. Em outras palavras, é imperativo contar com a cumplicidade de seus comandados.

Finalizando, o investigador Israel Cardoso Macedo, a partir da tradução de On becoming a conductor (2007) de Frank L. Battisti, elaborou duas tabelas em sua monografiaRefletindo sobre as competências do regente (pdf) contendo uma série de particularidades que, na opinião de ambos, seriam necessárias para um músico conduzir uma orquestra sinfônica/filarmônica. Constam da primeira tabela (p. 11), doze características pessoais. A segunda lista (pp. 12-13), por sua vez, apresenta, aproximadamente, trinta itens concernentes aos conhecimentos musicais e extramusicais. Essas informações podem ser consultadas no arquivo em pdf.
 


Leia também:


A batuta (postado em 23/5/2019) 

“O que é uma orquestra?” (postado em 14/3/2019).   

Conjuntos pré-orquestrais (postado em 22/3/2019)
 

A “Orquestra” de Monteverdi (postado em 4/4/2019)

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O violino e suas origens (postado em 2/8/2019)

Referências Bibliográficas

ANDRADE, Mário de. Introdução à Estética Musical. São Paulo: Editora Hucitec, 1995.

ARAÚJO, Katarine de Sousa. A escolha do gestual e suas implicações interpretativas aplicadas à regência da obra Psalmus, de João Guilherme Ripper. Goiânia, 2014, 95p. Dissertação (Mestrado). Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC), Universidade Federal de Goiás.

BAPTISTA, Raphael. Tratado de Regência: aplicada à orquestra, à banda de música e ao coro. 4. ed. São Paulo: Irmãos Vitale, 2000.

CREPALDE, Neylson. O maestro, a orquestra e a racionalização das práticas musicais. Belo Horizonte, 2015, 76p. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais.

LABOISSIÈRE, Marília. Interpretação Musical: a dimensão recriadora da “comunicação” poética. São Paulo: Annablume, 2007.

MACEDO, Israel Cardoso. Refletindo sobre as competências do regente: três pré-requisitos para um regente planejar um ensaio eficiente. São Paulo/SP, 2016, 35p. Trabalho de Pós-Graduação em Regência. Faculdade Mozarteum de São Paulo.

MORALES, Claudia (ed.). Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Revista da OSESP 2019, Fundação OSESP, São Paulo, p. 128, Edição finalizada em 18/02/2019.

MUNIZ NETO, José Viegas. A comunicação gestual na regência de orquestra. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2003.

SOUZA, Nilton da Silva. O gesto regencial para além do compasso: uma discussão acerca das ferramentas da regência e de seus usos para a performance na música do século XX. Natal/RN, 2015, 40p. Dissertação (Mestrado). Escola de Música, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

VIEGAS, Silvio César Lemos. Questionamentos sobre a atuação do regente: o ensino da performance. Belo Horizonte, 2009, 130p. Dissertação (Mestrado). Escola de Música, Universidade Federal de Minas Gerais.
 

 

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por Othaniel Alcântara

*Othaniel Alcântara é professor de Música da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisador integrado ao CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical), vinculado à Universidade Nova de Lisboa. othaniel.alcantara@gmail.com

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