A Redação
Goiânia –
O Conselho de Desenvolvimento do Estado de Goiás reuniu-se, na manhã desta quarta-feira (22/05), para deliberar sobre a aprovação de 31 cartas-consultas para utilização de recursos do Fundo Constitucional Centro-Oeste (FCO). O valor histórico de R$ 309.838.062 milhões foi aprovado em meio a uma discussão sobre o resultado da reunião do Condel/Sudeco, realizada ontem (21/05), em Brasília. A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste autorizou que estados utilizem verbas do FCO para o desenvolvimento regional. A Medida Provisória ainda precisa ser revisada e aprovada.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, participou da reunião, em Brasília, e alertou os conselheiros do FCO sobre a forma como o setor produtivo está sendo pressionado pelo Governo de Goiás. “ É preciso entender que nós nunca tivemos que financiar atividades do setor público. A gente paga imposto para que ele seja revertido em investimento para o estado. Entendo a angústia dos governadores, mas eles precisam entender as angústias dos empresários, que geram empregos e financiam o setor público por meio dos impostos”, enfatizou.
Pedro Henrique Ramos, conselheiro que representa a Secretaria de Estado da Administração (Sead), argumentou que o estado está em uma situação inédita, e que por este motivo, precisa tomar uma ação emergencial e usar o FCO.
Segundo o Banco do Brasil, Goiás lidera as aplicações com 240 milhões. Também, lidera a geração de empregos com 104 mil empregos diretos. O presidente da Fieg foi incisivo ao defender os interesses do setor produtivo. “ É uma agressão! Já tomaram dinheiro do Fies, agora vem mais 30% para investir em infraestrutura. Daqui a pouco, não tem dinheiro para investir em mais nada”, acrescentou.