Gabriela Louredo e João Unes
Goiânia
– O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Otávio Lage Filho, defende a manutenção da política de incentivos fiscais para instalação de novas indústrias no Estado de Goiás.
Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, ele disse que o assunto está sendo estudado conjuntamente pelas Secretarias de Economia e de Indústria e Comércio e pelas entidades representativas empresariais. Levantamento apresentado nesta terça (21/5) pela Adial mostra que 74,3% dos goianos são favoráveis à concessão dos benefícios fiscais. Leia mais.
Otávio Lage Filho acredita que o tema será tratado com sensibilidade pelo governador Ronaldo Caiado, que promoveu corte de R$ 1 bilhão nos incentivos em função da crise fiscal no Estado. "Nós fazemos parte desse processo de desenvolvimento, da diminuição do desemprego e do crescimento do estado. Tudo isso passa pela industrialização, passa pelos investimentos. Eu acho que o governo está sensível a essa discussão", afirma.
Geração de novos empregos
A solução apontada para a crise, conforme menciona, é a geração de novos empregos, que ele considera "o melhor programa social". A aprovação da Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional, seria uma condição para a retomada de investimentos pela iniciativa privada, propiciando a retomada do crescimento econômico.
"O governador sempre apoiou a política de incentivos fiscais do estado quando estava no Congresso. Ele está tentando de todas as formas fazer com que o Estado possa cumprir as suas obrigações, fazendo o dever de casa. Está cortando na pele e isso faz com que, a curto prazo, tenhamos resultado", analisa.
Apesar da renúncia fiscal que ocorre inicialmente como fator de atração para as empresas para o território goiano, Otávio Lage Filho garante que a contrapartida desenvolve a economia. "Você abre mão da parte de um recolhimento, mas outra parte grande fica e os empregos são gerados. A repercussão que os investimentos trazem se multiplica e isso é bom demais para o estado" justifica.