Michelle Rabelo
Os servidores das instituições federais de ensino superior realizam desde a última quarta-feira (9/5) uma paralização na qual reivindicam, entre outras coisas, o reajuste salarial para a categoria. A ação é organizada pelo Sinti-ifesgo (Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás). Na manhã desta quinta-feira (10/5) representantes do sindicato se reunem com a categoria no auditório da Faculdade de Direito. O objetivo do encontro é eleger os delegados e delegadas que participarão da Plenária Nacional da Federação, reunião que acontece no dia 17 de maio em Brasília (DF). na próxima sexta-feira (11/5), a prestação de serviço estará normalizada. A partir do mês de junho, caso não haja posicionamento do Governo Federal, existe grande chance da situação se repetir.
Essa é a segunda paralização dos servidores em 2012. No mês de abril, apesar da manifestação, nenhuma solicitação foi atendida. Em 2011, a classe fez uma greve que durou 110 dias. De lá pra cá, as reivindicações não mudaram: reformulação do piso salarial, fim do imposto sindical, aprovação das cotas sociais e raciais nas universidades, valorização dos profissionais da Educação em sua formação básica e continuada, criação de um plano de carreira e salário e inclução de elementos da cultura afro e indígena nos cursos de graduação.
A principal reivindicação é pelo reajuste salarial, hoje no valor de R$ 1.100 e que de acordo com o Sinti-ifesgo, deve passar para R$ 1.900. Cada categoria tem uma tabela salarial, por isso a paralização diz respeito somente aos técnicos administrativos. De acordo com Fernando César, coordenador de divulgação e imprensa do Sinti-ifesgo, faltam contra-propostas por parte do Governo Federal. "Várias reuniões foram realizadas, as nossa reivindicações
foram feitas e a posição é sempre a mesma: não podemos atendê-los agora", explica.
No dia 17 de maio, uma caravana de representantes da classe parte rumo à Brasília. Estarão presentes membros de todas as universidades federeais do país.