Catherine Moraes
Começa, pela segunda vez, o julgamento do Caso Polyanna, na sala de audiências da 8ª Vara Criminal, localizada no Fórum Criminal Fenelon Teodoro Reis, no Jardim Goiás, em Goiânia. No total, 17 testemunhas serão ouvidas, sendo que outras cinco já prestaram depoimento no último dia 18 de abril, antes da audiência ser cancelada devido à ausência de advogado para Assad Haidar, um dos denunciados.
Diferentemente da primeira audiência, esta foi aberta ao público a pedido da mãe da vítima, Tânia Borges, que teve desejo acatado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Familiares, amigos e a imprensa acompanham os depoimentos. Por volta de 9h30, o juiz Wilton Müller, advogados e promotores observam assistiram aos depoimentos dos delegados, ouvidos no dia 18 de abril.
Entre as informações repassadas até o momento, está a de que cerca de 80 exames de DNA foram realizados com sêmen colhidos após o crime com a finalidade de fazer um mapeamento genético. Segundo depoimentos colhidos pelos delegados que investigaram o caso, Assad seria o responsável pelos tiros que atingiram Polyanna. Quando foi alvejada, entretanto, a vítima já estaria morta.
Dia das Mães
Tânia confessou estar um pouco frustrada devido ao cancelamento da última audiência, mas apesar disso, afirma, mais uma vez que vai encarar tudo de cabeça erguida. “Prefiro conviver com o real sabendo quem cometeu o crime, que com os fantasmas que percorrem meus sonhos desde que minha filha morreu. Se ela os encarou de frente, eu também vou encarar”, garantiu.
Para o Dia das Mães, a guerreira declara que queria apnas a tranquilidade de saber que a Justiça será feita. Em especial ela disse que queria homenagear a mãe de Michele Muniz, que foi assassinada em crime semelhante ao da publicitária Polyanna. “No dia seguinte ao crime, o pai dela (Deputado Estadual Luiz Carlos do Carmo), me ligou depois do crime e me perguntou como sair de casa e enfrentar a vida real. Eu tive apenas uma resposta: fale com a imprensa e não deixe que o crime caia no esquecimento.”
A mãe da vítima pede ainda, às mães que passem por situações semelhantes, não fiquem caladas, não sofram sozinhas. “Não é deitada que a gente fica forte, é de pé, de cabeça erguida”, finaliza.
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