A Redação
Goiânia – O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) realiza, a partir desta segunda-feira (13/5), o 1° Simpósio de Tecnologias Antidrones – Aspectos Legais. Ao longo de três dias de evento, estarão reunidas autoridades públicas, empresas do
segmento aeroportuário e de tecnologia, que apresentarão os produtos e as tecnologias mais avançadas na detecção de drones. Os debates serão realizados na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.
A comunidade aeronáutica vai debater o tema com o objetivo de manter a segurança nas operações aéreas. Será uma oportunidade aprofundar a discussão sobre tecnologias que identificam, monitoram e neutralizam drones voando de forma irregular
em regiões próximas a aeródromos.
Estão confirmadas as presenças de órgãos governamentais como a Secretaria de Aviação Civil (SAC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Federal Aviation Administration (FAA) e a Transportation Security Administration (TSA) dos Estados Unidos.
No Brasil, a questão dos drones tem sido objeto de atenção dos usuários da navegação aérea. Nos últimos anos houve a interrupção de operações em quatro aeroportos brasileiros: Congonhas (SP), Salgado Filho (RS), Confins (MG) e Santa Genoveva, em Goiânia (GO).
Em 2016, houve 11 notificações, no ano seguinte foram 15, e, no ano passado, 18. Em 2019, até o dia 25 de abril, foram registradas cinco notificações. O reporte de drones não significa que as operações aéreas do aeroporto tenham sido afetadas ou
suspensas. Isso porque estes números são apontamentos de relatórios de prevenção, ou seja, são informes que são reportados espontaneamente às autoridades aeronáuticas.
Existem 68 mil drones cadastrados na Anac. Destes, apenas 26% estão cadastrados no Decea. Se o voo não é autorizado, o proprietário
está passível de ser responsabilizado pelo seu ato.