A Redação
Entre as vítimas do acidente com o helicóptero Koala escorpião, prefixo PPPCG, encontravam-se delegados que tinham o repeito da classe policial e reconhecimento, sobretudo pelo trabalho investigativo. Entre eles o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, de 64 anos, nascido no Piauí e integrante da Polícia Civil desde 1969, quando foi admitido no cargo de investigador. Tornou-se delegado em 1982 e atualmente era Superintendente da Polícia Judiciária. Em 2002, Antônio Gonçalves tornou-se mais conhecido por trabalhar no caso Pedrinho, sequestrado em Brasília/DF e reencontrado 16 anos depois. Antônio Gonçalves também tentou candidatura a deputado estadual, pelo PMN e candidato ao cargo de Delegado-geral. Casado, deixa 3 filhos.

Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, 64 anos
Também notório investigador, o delegado Jorge Moreira da Silva, 54 anos, nasceu em Porto Nacional (TO) e tornou-se delegado da Polícia Civil em 1982. Coordenou o trabalho de diversas delegacias especializadas, mas tornou-se mais conhecido como titular da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), cargo que ocupou por sete anos, à frente de inúmeros casos de extrema relevância. Atualmente, era delegado titular da Decar (Delegacia Especializada no Combate a Roubos de Cargas). Vascaíno e amante da literatura, deixa duas filhas.

Jorge Moreira da Silva, 54 anos
Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38 anos, era delegado da Polícia Civil desde 2000 e piloto, sendo chefe do Grupo Aeropolicial. Nascido em Tupã (SP), acumulava mais de mil horas de voo e conduzia a aeronave. “Minha vida são os helicópteros”, afirmou em 2011 em entrevista ao Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindipol-GO). “Desde criança tinha um sonho de voar de helicóptero e hoje me sinto plenamente realizado. Não só voei como também piloto”, contava Osvalmir. Na entrevista, deixava claro o quanto conhecia a aeronave, que pilotava na tarde desta terça-feira (8/5). Comprados em 2010, os três helicópteros modelo AW119 Koala chegaram a Goiás em dezembro. Eles foram trazidos da Filadélfia (Pensilvania, EUA) em uma viagem que durou sete dias. Osvalmir foi indicado pela Polícia Civil para ajudar a trazer a aeronave da PC – os Bombeiros e a Polícia Militar indicaram um piloto de cada corporação para a viagem. Eles vieram junto aos pilotos da empresa anglo-italiana Agusta Westland, fabricante da aeronave. Apesar de cansado com a viagem, Osvalmir afirmou à época que faria tudo de novo. “Foi uma experiência incrível, destas de guardar para sempre.” E aproveita para agradecer a Polícia Civil. “Não tenho o que reclamar. Todos os cursos, pilotagem e viagens ao exterior foram graças a Polícia Civil. Só tenho que agradecer pelas oportunidades que tive.” Corintiano, deixa mulher e três filhos pequenos.

Osvalmir Carrasco Melati Júnior, 38 anos
Bruno Rosa Carneiro, de 32 anos, era delegado da Polícia Civil desde 2004 e era chefe-adjunto do Grupo Aeropolicial. Nasceu em Goiânia.

Bruno Rosa Carneiro, 32 anos
Vinícius Batista da Silva, 33 anos, tornou-se delegado da Polícia Civil em 2010, sendo titular da Delegacia de Iporá. Era o responsável pelo inquérito na chacina em Doverlândia, cujo principal suspeito da morte de sete pessoas é Aparecido de Souza Alves, 22 anos, que também estava no helicóptero. Natual de Goiânia, Vinícius Batista era casado e deixa um filho.

Vinícius Batista da Silva, 33 anos
Marcel de Paula Oliveira, 31 anos, perito criminal assim como o primo Fabiano de Paula, mas com especialização em farmácia bioquímica. Ingressou na Polícia Civil em 2010. Estava lotado em Quirinópolis, era solteiro e não tinha filhos.

Marcel de Paula Oliveira, 31 anos
Fabiano de Paula Silva, 37 anos, era perito criminal desde 2000, com formação em odontologia. Estava lotado em Iporá. Separado, deixa quatro filhos.

Fabiano de Paula Silva, 37 anos
(Com SSP-GO e Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado)