A Redação
Goiânia – O Governo de Goiás informou hoje (1/5) que vai entrar com uma ação cautelar na Justiça para pedir a nulidade do termo de interdição do Hospital Materno Infantil, em Goiânia, expedido por auditores fiscais do trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTE-GO). “Entendemos que é importante e razoável que seja feito um plano de ação com cronograma de melhorias, e não um termo de interdição intempestivo, irresponsável e criminoso”, afirmou o secretário de Saúde, Ismael Alexandrino.
Na coletiva, Ismael relatou as medidas que o Governo do Estado tem feito para garantir melhorias aos funcionários e pacientes ao mesmo tempo em que trabalha para uma solução definitiva para o HMI. “Não negamos que a estrutura não é adequada, mas refutamos por completo a forma que foi tomada em relação à interdição. Consideramos uma medida totalmente desproporcional, que coloca em risco a vida das pessoas”, argumentou o secretário.
Na terça-feira (30/4), a Auditoria Fiscal do Trabalho em Goiás e o Ministério Público Federal entregaram à SES-GO o termo de interdição do HMI e determinaram o prazo de dez dias corridos para que o Estado apresentasse um cronograma de desocupação do prédio do hospital.
A auditoria do trabalho no HMI foi realizada em conjunto com fiscais do Conselho Regional de Farmácia e, entre outros pontos, identificou problemas graves na instalação elétrica da unidade, o que aumenta risco de incêndio.
Além do perigo envolvendo as instalações elétricas, a auditoria constatou também péssima estrutura arquitetônica, hidráulica, superlotação e degradação predial, situações que potencializam, entre outras coisas, riscos de infecção, riscos de acidentes do trabalho. Foi identificado também risco de degradação de medicamentos nos postos de enfermagem em razão da inexistência de sistema de climatização, calor excessivo, umidade, deterioração do mobiliário.
Sobre as situações apontados pela SRTE-GO, Ismael Alexandrino explicou que a Secretaria de da Saúde vai providenciar a correção dos problemas estruturais. “São questões possíveis de serem contornadas”, avaliou. Com relação à farmácia e aos insumos, o secretário assegurou que todos os pacientes que estão sendo atendidos atualmente no hospital têm a medicação adequada e necessária. “Talvez, essa realidade, no dia que assumimos, fosse uma verdade. Hoje ela não se aplica, já está uma descrição tanto quanto anacrônica”, relatou.
Ainda de acordo com a SES-GO, está em andamento o projeto de um novo Materno Infantil. Estão sendo avaliadas áreas para a edificação “Um hospital desse porte, pela experiência que já temos em outros estados, não fica por menos de R$ 150 milhões. Então, temos emanado todos os esforços necessários para a construção de um novo hospital. E até que isso aconteça, temos buscado soluções alternativas para que desafogar o Materno”, finalizou o secretário.