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Cuidado com a lâmpada fluorescente

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04.05.2012 - 17:17:06

Nem todo mundo sabe, mas a lâmpada fluorescente, que tanto contribui para reduzir nossos gastos com energia elétrica, é um produto potencialmente tóxico. Em seu interior, há vapor de mercúrio, um metal pesado que pode causar danos à saúde de quem o inalar ou de quem tocar nele. Por exemplo, quando uma lâmpada se quebra. O sujeito pode ter dor de cabeça, tontura, náusea ou até ter problemas nos rins, fígado, pulmão ou cérebro. É um caso sério. 
 
Mas outro problema é que, em Goiânia, praticamente não há onde o consumidor possa deixar suas lâmpadas usadas. Apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) determinar seu recolhimento por parte dos fornecedores (fabricantes, importadores, distribuidores, lojas etc), o assunto ainda está em discussão pelo setor. A previsão do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é que se aprove um acordo, de como essa coleta irá funcionar, no segundo semestre. Quem sabe ainda em 2012 veremos isso entrar em funcionamento em algumas cidades. 
 
Por enquanto, não temos muito mais que fazer além de levar nossas lâmpadas “queimadas” para a loja da Leroy Merlin – no caso de Goiânia. É uma prática nacional da rede, que faz esse “favor” em todas as suas 25 lojas pelo país. Digo “favor” porque as lojas inclusive pagam para que cada lâmpada seja recolhida. Segundo a Lumitech, empresa que presta esse serviço aqui na capital, o valor é de R$ 0,90 por lâmpada – seja ela tubular ou compacta. 
 
A Lumitech, por sua vez, separa todos os componentes das lâmpadas (alumínio, vidro e mercúrio) para então despachá-los para uma empresa em São Paulo (Naturalis). Se essa “descontaminação” não é feita e a lâmpada se quebra, ela se torna um material contaminado e não pode mais ser reciclada.
 
Vale lembrar que mais empresas podem tomar a iniciativa de darem uma destinação correta às lâmpadas fluorescentes – de seu próprio consumo e também de seus clientes. Quem sabe até condomínios de prédios ou casas. Isso porque empresas como a Lumitech não recolhem pequenas quantidades, ou seja, é preciso haver uma soma significativa para justificar a viagem. Alguém se habilita?
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por Elisa A. França

*Jornalista formada pela UFG, especializada em comunicação ambiental, com passagem pelo Greenpeace e pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

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