A Redação
Goiânia –
O senador Luiz do Carmo (MDB-GO) se encontrou nesta terça-feira (12/3) com a embaixadora da Venezuela, María Teresa Belandria, na embaixada do Chile. Primeiro senador a se encontrar com a representante de Juan Guaidó no Brasil, María relatou o desespero que assola o país, com a possibilidade de uma prisão de Guaidó nos próximos dias e a destituição da Assembleia Nacional do país.
Sensibilizado, do Carmo levou María para o plenário do Senado para compartilhar as preocupações do país com os colegas. “O primeiro passo para ser um bom democrata é ter empatia, independentemente da situação. Por entender, e sentir o sofrimento do povo venezuelano, que irei fazer o possível como Senador para auxiliar a embaixadora em suas demandas em Brasília” declarou.
De acordo do Carmo, o parlamento brasileiro precisa ter empatia pelos vizinhos e as ameaças que enfrentam hoje. “Da mesma forma que somos representantes do povo brasileiro, a Assembleia Nacional da Venezuela é a casa dos representantes do povo venezuelano. A possibilidade dessa casa ser fechada é um absurdo que não podemos ignorar” argumentou.
Apagão
Um apagão que afeta a Venezuela desde o dia de 7 de março causou prejuízos diários entre US$ 180 e 200 milhões.
Com o blecaute já em seu sexto dia, os hospitais se esforçaram para manter os equipamentos funcionando, enquanto os poucos alimentos apodrecem. As exportações do principal terminal de petróleo do país foram interrompidas. Júlio Castro, da organização não-governamental Médicos Pela Saúde, disse que até a noite de ontem (11) 24 pessoas já haviam morrido nos hospitais em decorrência da falta de energia.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ter chegado a "hora da resistência ativa", para a qual convocou todas as organizações populares chavistas. "Faço um apelo aos coletivos, a todos, chegou a hora da resistência ativa", disse Maduro em rede nacional.
"Chegou a hora da resistência ativa na comunidade, informando, ajudando, promovendo a atuação solidária entre famílias e comunidades", discursou. Maduro afirmou que por trás desta "agressão" se esconde uma estratégia para "desesperar" a população e reativar o ingresso da "ajuda humanitária", assim como justificar uma invasão norte-americana.
A oposição ao regime interpretou as falas do ditador como ameaças à Assembleia Nacional e a Juan Guaidó.