Gabriela Louredo e Roberta Rodrigues
Goiânia
– Os deputados estaduais Humberto Teófilo (PSL) e Lissauer Vieira (PSB) registraram as chapas para disputar a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Os candidatos na chapa do pessebista são: 1ªvice-presidência na chapa Dr. Antônio (DEM), Rafael Gouveia (DC) como segundo vice-presidente, Cláudio Meirelles (PTC) como 1ºsecretário, Júlio Pina, 2ºsecretário, 3º secretário Gustavo Sebba (PSDB) e 4º secretário, Iso Moreira (DEM). O novato Teófilo, delegado de polícia licenciado, concorre com candidatura avulsa.
A votação para escolha da Mesa Diretora deve ocorrer daqui a pouco. Os parlamentares articulam apoio neste momento. A Mesa Diretora é composta por sete membros e deve respeitar a proporcionalidade dos partidos representados no Legislativo Goiano.
Nome escolhido pelo governador Ronaldo Caiado, Álvaro Guimarães (DEM) acabou desistindo de concorrer na última hora, em função do desgaste político sofrido nos últimos dias. A reviravolta favoreceu Lissauer Vieira (PSB), que deve ser eleito com mais de 30 votos, incluindo parlamentares da base do governador.
O deputado Humberto Aidar (MDB) afirmou que os projetos de lei de interesse do Executivo serão votados normalmente na Casa, independente do resultado. "Nós temos o nosso agrupamento de 30 deputados que fazem parte da bancada governista. Queremos desmitificar que essa mesa será oposição ao governo", afirma.
Independência
Aidar defende que a relação entre Executivo e Legislativo seja marcada pela independência."O governo precisa de alguém que possa fiscalizar os seus atos, de alguém para puxar sua orelha. A oposição é muito saudável para o processo democrático", emenda.
Gustavo Sebba (PSDB) também comentou a movimentação em torno do nome de Lissauer. "Todos os candidatos têm o direito de postular a candidatura que se consolida para essa direção, fruto de uma construção de ideias comuns, do que representa o Poder Legislativo, um poder forte, mas que tem a sua independência. Acreditamos que essa candidatura tem a sua ampla maioria, mas que seja feita a vontade da democracia", disse.