A Redação
Goiânia –
O governador Ronaldo Caiado (DEM) participou nesta quinta-feira (24/1), em Brasília, da reunião que elegeu Reinaldo Azambuja como novo presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central. Na ocasião, Caiado destacou a força do consórcio para promover melhorias para a região na área de infraestrutura, além da capacidade do grupo de realizar compras de produtos, como medicamentos, a preços mais acessíveis.
O consórcio, criado em 2015, envolve a região que mais cresce no país, responsável por 12% do PIB nacional e 14,3% das exportações. Fazem parte do grupo: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Distrito Federal, Maranhão e Rondônia. Ronaldo Caiado indicou Pedro Sales, secretário de Planejamento, para integrar o conselho do Consórcio Brasil Central.
“O consórcio tem uma semelhança com o cooperativismo. Você tem mais capacidade para exigir que obras de infraestrutura cheguem na região. O Centro-Oeste, Norte e Nordeste ficam com apenas 15% dos investimentos nacionais. A necessidade nossa de avançar nessa parte é fundamental para o desenvolvimento, para podermos ter melhor qualidade de renda, de IDH, enfim, termos melhor qualidade de vida”, pontuou o governador de Goiás.
Caiado acredita que a infraestrutura será a pauta prioritária do Consórcio Brasil Central e que a união dos sete governadores trará "mais força pela busca de investimentos de bancos de fomento, como o BNDES".
“Nós iremos ter audiências com o presidente do BNDES mostrando a necessidade de infraestrutura. Queremos que esse consórcio tenha resultados práticos, principalmente, nessa área de logística que eu acredito muito e acho ser o ponto principal para que haja um engajamento de todos os governadores e, com isso, uma condição real para os estados do Norte e também do Centro-Oeste poderem se desenvolver”, explicou Caiado.
Na área da saúde, Ronaldo Caiado mencionou a importância do consórcio para aquisição de insumos que abastecem os hospitais desses sete estados. Com a união das unidades da federação, é possível realizar compras maiores a preços mais baixos.
“Outro ponto fundamental é o setor de compras. Aí, sim, é um ponto que penaliza cada vez mais os estados, principalmente a parte de insumos, os medicamentos estão concentrados em apenas algumas distribuidoras. Com a aglutinação de sete estados, podemos abrir para uma compra internacional e enfrentar o monopólio que existe," afirmou o governador.